Bate papo com o advogado Marc Wites

Recentemente, conversamos com o advogado Marc Wites sobre o Wites Law Firm e sua carreira como advo­gado. Marc atua na advocacia há 26 anos e fundou o escritório de advoca­cia em janeiro de 2001. Desde então, Marc Wites e o escritório se estabeleceram como membros conhecidos e bem-sucedidos da comunidade brasileira do sul da Flórida. Eles patrocinam regularmente eventos brasileiros e instituições de caridade, e são um membro importante de nossa comunidade. Nesta edição, apresentamos um pouco da história deste americano que caiu na graça dos brasileiros. Confira a entrevista com o advogado Marc Wites.

A TRAJETÓRIA DE MARC WITES, ADVOGADO AMERICANO QUE TRABALHA COM A COMUNIDADE BRASILEIRA HÁ MAIS DE 20 ANOS.

LINHA ABERTA: Por que você se tornou advogado? Conte um pouco sobe como começou tudo isso.

MARC WITES: Sempre quis ser advo­gado, desde que me lembro. Minha professora do jardim de infância escreveu um poema sobre a classe e o que ela pensava que cada pessoa seria quando crescesse, e seu poema dizia que eu seria advogado. Sempre gostei de ajudar as pessoas e argumentar em apresentações orais e escritas. Portan­to, ser advogado me permitiu fazer o que amo, usando as habilidades em que sou melhor.

LINHA ABERTA: Você imaginava que seu escritório de advocacia incluiria a representação de tantos brasileiros?

MARC WITES: Não, mas estou feliz que tenha funcionado assim. Quando abrimos o escritório de advocacia em 2001, queríamos apenas fazer um bom trabalho e ajudar as pessoas. Com o passar do tempo, descobrimos a Comunidade Brasileira e eles nos des­cobriram. Ao longo dos anos, muitos brasileiros-americanos trabalharam em nosso escritório de advocacia e representamos e continuamos a repre­sentar muitas pessoas que já viveram no Brasil.

LINHA ABERTA: Existe algo em particular que você gosta na comu­nidade brasileira?

MARC WIT: Os brasileiros me lembram da minha própria família. Meus avós vieram para a América durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, para escapar do czar russo e da Ale­manha nazista de Hitler. Eles queriam proporcionar uma vida melhor e opor­tunidades para eles e seus filhos. Eles vieram sem dinheiro e sem um empre­go esperando por eles, muito menos um lugar para morar ou mesmo a habilidade de falar inglês. Ao longo das gerações, os membros da minha família foram professores, advogados, médicos, empresários, serviram no exército e tornaram-se americanos. E eu vejo que muitos brasileiros vieram aqui pelos mesmos motivos, e traba­lham muito para ajudar suas famílias, e se tornaram americanos.

LINHA ABERTA: O que há de dife­rente em seu escritório de advoca­cia hoje do que era em 2001?

MARC WITES: Experiência. Quando comecei o escritório em 2001, já era advogado há 7 anos. Agora já se pas­saram mais de 26 anos. Eu litiguei inú­meros casos e fiz muitos julgamentos e apelações. E, de igual importância, contamos com uma grande equipe de advogados e paralegais. O escritório conta agora com 5 advogados no total, além da Consultora Jurídica Estrangei­ra, Daniela Ikeda Pazanski. Daniela foi contratada para exercer a advocacia no Brasil e é certificada pela Ordem dos Advogados da Flórida para exercer a advocacia brasileira aqui na Flórida. Ela também trabalha como paralegal para a empresa e está conosco há quase 15 anos. Temos muitos outros excelentes paralegais de longa data com raizes brasileiras, como Renata Araujo e Bruna De Alves.

LINHA ABERTA: Quais são algumas coisas que os clientes devem consi­derar ao contratar um advogado?

MARC WITES: Como mencionei, a experiência é muito importante. Os clientes devem perguntar aos advogados em potencial há quanto tempo você é advogado, quantos casos como o meu você atuou, você apenas resolve casos ou vai a tribunal, se vai a tribunal, você já fez um julgamento com júri ou recurso, e se sim, quantos, onde você fez faculdade e quantas pessoas trabalham em seu escritório de advocacia e estarão na equipe para me ajudar com meu caso.

LINHA ABERTA: Como você define o perfil de bom bom cliente e de um bom advogado?

MARC WITES: Gosto de dizer que uma pessoa deve contratar um advogado que tenha a experiência e a capacidade de dizer “não”. Isso pode parecer estranho, mas é bem verdade. É importante para um advogado sempre colocar o interesse do cliente em primeiro lugar e dizer “não” ao outro lado, você não ofereceu dinheiro suficiente e meu cliente não fará um acordo e nos veremos no tribunal. Cla­ro, a decisão de resolver ou seguir em frente é sempre uma decisão do cliente e apenas a decisão do cliente. Os advogados aconselham; mas o cliente toma as decisões. Mas, é importante que um advogado tenha experiência e capacidade financeira para lutar em um caso pelo tempo que for necessário para obter o melhor resultado para o cliente.

LINHA ABERTA: Que tipo de lei Wites Law Firm pratica hoje?

MARC WITES: Nossas áreas de prática são as mesmas de quando começamos. Representamos apenas pessoas feridas em casos de danos pessoais e morte por negligência, reivindicações contra os casos de seguro do proprietário, ações coletivas, casos de abuso e agressão sexual, casos de perda de investimento e questões de imigração. Nunca representamos empresas ou seguradoras.

LINHA ABERTA: Onde você se vê daqui a 20 anos?

MARC WITES: Acho que estarei sentado exatamente onde estou hoje, praticando a lei e ajudando as pessoas. Não jogo cartas nem golfe e adoro ser advogado. Então, pretendo ficar aqui muito tempo.

Share

Related posts