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1,2 mil ucranianos já foram trocados por rebeldes

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta segunda-feira (08) que “1,2 mil militares” ucranianos foram trocados pelos rebeldes pró-Rússia nos “últimos quatro dias”. Até o final desta semana “outros 863 presos” serão libertados, informou Poroshenko à agência de notícias ucranianas 112.Ua.

Segundo o vice-primeiro-ministro de Donetsk, Andrei Purghin, as trocas mais intensas estão programadas para a quarta-feira (10) e os separatistas estão “preparando uma lista” de prisioneiros.

Purghin ainda disse que considera o “status especial” da região de Donbass como uma independência que conserva relações gerais com a Ucrânia. “Qualquer parte pode dar sua própria interpretação sobre a situação especial aqui. Nós a entendemos como independência, como um espaço cultural e econômico com a Ucrânia”, ressaltou o vice-premier ao falar sobre o cessar-fogo.

Mariupol Poroshenko disse que assim que anunciou que estava se dirigindo para Mariupol nesta segunda-feira, os separatistas começaram a atirar contra postos de controles locais, que estão nas mãos do governo de Kiev. “Queriam nos afastar, mas ninguém aqui tem medo. Essa aqui é nossa terra e não daremos ela a ninguém. Viva a Ucrânia!”, disse Poroshenko ao chegar na cidade.

Além da visita, Poroshenko recebeu um telefone da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a situação no país após o cessar-fogo. Os dois líderes “trocaram suas opiniões sobre a região de Donbass e dos esforços coordenados no contexto internacional”, informaram os dois em comunicado. O presidente ucraniano pediu um monitoramento da Organização para Segurança e Cooperação da Europa (Osce) durante a trégua Exercícios militares no Mar Negro A partir desta segunda-feira até quarta também serão realizados exercícios militares no Mar Negro com a Marinha de Kiev e representantes da Espanha, Canadá, Romênia e Turquia. Os trabalhos serão focados em técnicas de gestão para manter a segurança durante a navegação. Na operação participarão 12 navios de guerra e logísticos e também helicópteros para trabalhos conjuntos. As manobras fazem parte da cooperação entre Kiev e Washington. Sanções A nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia entrará em vigor “ainda hoje, no mais tardar amanhã”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrenkilde. Ela também lembrou que essas medidas são “reversíveis” de acordo com o comprometimento dos russos em não apoiar os rebeldes.

A manutenção do cessar-fogo, indicam fontes da União Europeia, é uma das condições que podem fazer com que o bloco econômico reduza as sanções. “Serão outros passos nos términos de uma solução política. As sanções estão sob revisão contínua por parte dos governos e estão sujeitas à “ajustamentos” a cada momento”, escreveu a Comissão em nota. Se todos os 28 países-membros derem a liberação, o novo pacote de sanções será publicado no Diário Oficial.

As medidas contra as pessoas físicas entram em vigor imediatamente enquanto as medidas de caráter econômico – segundo fontes da UE – devem valer um dia após a divulgação oficial do documento. Porém, do lado russo, as sanções podem causar o fechamento do espaço aéreo do país. “Se deve pedir aos países ocidentais que se haverão novas sanções. Mas, se elas afetarem nossa economia, devemos responder de uma maneira assimétrica, como por exemplo, a restrição do espaço aéreo”, disse o primeiro-ministro do país, Dmitri Medvedev, em entrevista à Vedomosti.

Segundo o premier, a guerra das sanções não traz paz à Ucrânia, mas ameaça a segurança global, afirmando que elas são uma “faca de dois gumes”.

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