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Remorso na alma

Para a psicóloga clínica Katia Cristina Horpaczky, a palavra remorso tem origem latina, vem da palavra remorsus, particípio passado de remordere, que significa tornar a morder.

A própria etimologia da palavra já nos dá a ideia de como esse sentimento é doloroso! Isso vem da consciência de termos agido mal. Geralmente vem acompanhado de arrependimento, culpa, lamentação. O remorso é um sentimento sobre os acontecimentos e atitudes do passado. É a sensação do que não era para ser dito, do que não era para ser feito.

Não era só a lembrança do passado que deixava os israelitas que foram levados cativos para a Babilônia paralisados e infrutíferos, era, também, o fato deles saberem ali não era o seu lugar, e que eles só foram parar naquele lugar, por culpa deles mesmos, que não atenderam o chamado dos profetas, convidando-os a se arrependerem, antes que acontecesse aquilo que havia acontecido.

O certo é que eles não levaram a sério esta mensagem de advertência e agora que estavam sofrendo as consequências dos seus erros. Eles sentiam remorso por isto. O remorso os faziam sentir os mais miseráveis de todos os homens. Quanto mais eles pensavam no que haviam feito, mais deprimidos e estéreis eles se tornavam.

Diferente do arrependimento, que restaura e levanta o abatido, o remorso tem este poder de levar a pessoa cada vez mais para o fundo do poço. Se ele não puder levar a pessoa em vida a morte, ele vai levar a morte à pessoa ainda em vida, levando-a a viver uma vida de má qualidade no presente e a viver sem nenhuma expectativa do futuro.

Pessoas que foram afetadas por estes mesmos sentimentos que atingiram os exilados de Israel só se sentem bem, punindo a si mesmos. Elas acham que não têm o direito de se alegrarem, de se perdoarem ou de serem perdoadas pelo que fizeram, por isso, o prazer delas é de se flagelarem e sentirem dor. A alegria delas é de serem tristes e infelizes. O bem estar delas é de serem mal tratadas e mal amadas. Mas não era assim que Deus queria que eles vivessem. Ler Jr.29:4-7.

Se você tem este tipo de sentimento, é sinal de que você foi tocado pelo remorso e não pelo verdadeiro arrependimento. Um dos benefícios do verdadeiro arrependimento é que ele nos leva a nos apropriarmos do perdão que Cristo nos oferece, que elimina o poder desta culpa que nos tortura e nos reprime.

Que Deus nos abençoe!

>> CARLOS PATENTE é autor dos livros "Ainda há Esperança", "Resgatando Valores Perdidos" e "Viver Bem, questão de escolha", vice presidente da APEB – Associação dos Pastores Evangélicos Brasileiros e pastor da Igreja Pastor da Igreja Vida Abundante, Deerfield Beach – FL, USA. E-mail: pastorpatente@hotmail.com

 

 

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