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“Doutor Morte” Jack Kevorkian morre aos 83 anos nos EUA

O médico Jack Kevorkian, que ficou conhecido como “Doutor Morte” por realizar eutanásia em mais de cem pacientes, morreu nesta sexta-feira, aos 83 anos.

O patologista americano estava hospitalizado em Royal Oak, no Estado de Michigan, há duas semanas por problemas no rim e no coração.

Há décadas, Kevorkian virou um defensor do direito ao suicídio assistido de pacientes em condições graves. Ele viajava em uma Volkswagen velha por Michigan, carregando um equipamento para injetar as drogas necessárias para o procedimento nos pacientes que desejavam a morte. Mas foi apenas em 1990 que ele lançou uma campanha pelo suicídio assistido, permitindo que uma paciente de Alzheimer se matasse usando uma “máquina de suicídio”.

Kevorkian foi inocentado em quatro júris em Michigan antes de ser condenado, em 1999, por assassinato de segundo grau.

Robyn Beck-16.jan.11/France Presse
Dr. Jack Kevorkian chega ao tapete vermelho do Globo de Ouro; ele realizou mais de 130 eutanásias nos EUA
Dr. Jack Kevorkian chega ao tapete vermelho do Globo de Ouro; ele realizou mais de 130 eutanásias nos EUA

Ele foi condenado depois que um programa da CBS mostrou um vídeo em que administrava drogas letais a um homem de 52 anos que sofria da doença de Lou Gehrig, ou esclerose lateral amiotrófica –uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios que controlam os movimentos voluntários dos músculos.

Até então, Kevorkian disse ter ajudado 130, a maioria mulheres de meia-idade, a se matar. Ele passou oito anos na prisão e foi libertado sob condicional em 2007, sob a condição que não auxiliasse mais nenhum suicídio assistido.

Depois de sair da prisão, ele retornou à vida pública, dando palestras ocasionais e concorrendo, sem sucesso, em 2008. No ano passado, um documentário da HBO sobre sua vida (“Kevorkian”) e um filme estrelado por Al Pacino (“You Don’t Know Jack”) trouxeram seu nome de volta às notícias.

Em uma entrevista à agência de notícias Reuters em junho de 2010, o ativista disse temer a morte tanto quanto qualquer outro e acusou a sociedade de manter uma atitude hipócrita sobre a eutanásia. “Se podemos ajudar as pessoas a virem ao mundo, porque não podemos ajudá-las a sair?”

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