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Roberto Carlos faz 70 anos

A voz, a expressão e os cabelos sempre foram parecidos aos do Rei. Mas foi só recentemente que Róbson de Carvalho, 61 anos, conseguiu vencer a timidez e usar as semelhanças a seu favor. Seis anos depois de começar a trabalhar como sósia de Roberto Carlos, ele hoje já ganha mais vestindo seu blazer branco e azul imitando o cantor do que com sua empresa, que atua no setor de malhas, em Limeira, no interior de São Paulo. “É muito gratificante isso. Eu sei o quanto ele é amado por todo o povo brasileiro”, garante.

Nos 70 anos do Rei, comemorados hoje, muitas pessoas deram depoimentos à respeito do artista.

O jogador de futebol Odvan, por exemplo, carrega em seu nome uma homenagem que a mãe, Vera Lúcia Gomes, fez ao Rei. Por ser fã de “O divã” (penúltima música do disco “Roberto Carlos”, lançado em 1972), ela adaptou o título para batizar o zagueiro, que já passou pelo Vasco e pela seleção brasileira e hoje, aos 37 anos, atua na 2ª divisão do Campeonato Carioca pela Esporte Clube São João da Barra.

“Eu passei a ser fã de Roberto depois de saber que meu nome originou de uma música dele. E graças a Deus deu certo. É um nome que ficou conhecido praticamente mundialmente e isso é importante”, diz Odvan, em depoimento gravado na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) e incluído no vídeo. “Quando a gente gosta de Roberto Carlos, é pra sempre”, resume a mãe.

Que o diga Helena Gonçalves, a professora de piano de Cachoeiro de Itapemirim (ES), cidade natal do cantor, que ensinou a Roberto as primeiras notas ao piano, hoje adornado com recordações e retratos do ídolo nacional. “Ele veio estudar piano com uns 12 ou 13 anos. Não é que ele quisesse ser pianista, porque ele não tinha tanto dom para isso, mas era a música que o atraía”, recorda Helena, aos 83 anos. “Aqui em Cachoeiro ele era um ídolo danado. Já pequeno ele já tinha uma legião bem grande de súditos.”

Foi no Conservatório de Música de Cachoeiro que Helena ensinou o menino como deslizar os dedos pelas teclas do piano, antes que ele se mudasse para Niterói (RJ), dois anos depois, em 1956. O tempo passou, mas quando Roberto volta para a cidade a professora ainda nota o quanto ele “é carinhoso”. “Parecemos mãe e filho se encontrando depois de um longo tempo”, emociona-se.

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