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Salão americano espanta crise e mostra carros que serão feitos no Brasil nos próximos 2 anos

Apesar de o gelo ainda cobrir Detroit, o sol brilha forte sobre a cidade símbolo da indústria automotiva americana, encorajando os expositores da mostra, que abriu as portas ao público neste sábado (16) e vai até o próximo domingo (23).

O reaquecimento da economia e a previsão de alta no preço da gasolina, no entanto, balizam os lançamentos. Em vez de utilitários beberrões ou protótipos surreais, os astros são os carros elétricos –que enfim chegam à produção– e os compactos.

É assim que os americanos classificam os sedãs do porte do Honda Civic e do Toyota Corolla, rejuvenescidos no Cobo Hall. As modificações chegam às versões brasileiras até o final deste ano.

“O Civic apresentado aqui [nos EUA] é um conceito global e pode passar por alterações para atender ao mercado latino-americano”, disse à Folha Toshiyuki Okumoto, chefe de design da Honda.

Mesmo tendo redesenhado toda a carroceria, Okumoto explica que mexeu radicalmente só na traseira do sedã. “Quis manter a identidade visual do carro, ainda que a dianteira pareça estar mais larga e baixa”, diz.

A reestilização do Corolla é mais simples e envolve apenas para-choques, lanternas e faróis. O modelo é o líder do segmento no Brasil.

Até a Chrysler, em processo de reestruturação sob comando da Fiat, promete um sedã “inédito em dois anos” para competir com Civic e Corolla. Em 2011, só lançará as novas versões do 300, do Journey e da Town&Country.

Futuro Celta

No estande da Chevrolet, o grande lançamento é a linha Sonic (1.4 turbo e 1.8), que chega para ocupar o posto de menor veículo do grupo. O hatch, mostrado nas edições 2010 do Salão de Detroit e do de São Paulo –como o conceito Aveo RS–, dá as caras junto com a versão sedã.

A apresentação do Sonic –baseado no sucessor do Prisma nacional– nos EUA foi acompanhada por uma comitiva de executivos da GM de São Bernardo do Campo. “Ele tem chance [de ser produzido no Mercosul], sim”, admite Marcos Munhoz, diretor-geral de comunicações da GM do Brasil, que planeja renovar a gama de produtos até 2013.

Antes, o Celta e o Prisma serão reestilizados. Com novos para-choques e melhorias no interior, serão apresentados no próximo mês. Nos EUA, será o início da saga Fiat 500. O carrinho até ganhou enormes porta-copos e suspensão mais macia, para agradar aos americanos acostumados a picapes.

O melhor é que o 500 vendido lá sairá do México e também será vendido no Brasil no segundo semestre sem Imposto de Importação.
Hoje, custa R$ 60 mil. Tão assustador quanto a estimativa de preço da gasolina em junho nos EUA: US$ 4 o galão de 3,8 litros.

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