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Fundador do WikiLeaks é preso


Assange nega as acusações de estupro feitas pela Justiça sueca.

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi preso nesta terça-feira, 7, informou a polícia metropolitana de Londres. A detenção foi realizada com base em uma ordem de prisão emitida na Suécia, onde o australiano é acusado de estupro.

Um representante legal de Assange havia dito na segunda-feira que ele e seu cliente estavam em negociações para que ele se apresentasse à polícia britânica. O australiano se entregou acompanhado de Mark Stephens e Jennifer Robinson, seus advogados britânicos. Sua rendição foi feita sem alarde para evitar a aglomeração de repórteres na delegacia. Seu paradeiro não havia sido divulgado anteriormente.

Um vídeo de Assange será divulgado ainda nesta terça, embora não haja detalhes sobre seu conteúdo. Segundo o comunicado da Polícia Metropolitana, Assange deve comparecer ao tribunal de magistrados de Westminster ainda nesta terça-feira. Há fotógrafos e jornalistas posicionados perto do local.

Em um artigo publicado no jornal The Australian antes de sua prisão, Assange critica a forma como os EUA têm lidado com os vazamentos. No texto, ele diz que os americanos julgam os documentos de formas contraditórias, alegando que eles colocam vidas em perigo, mas que ao mesmo tempo eles não são significativos.

O australiano, de 39 anos, cujo site recentemente causou constrangimento aos EUA por divulgar mais de 250 mil documentos diplomáticos sigilosos, nega as acusações de crime sexual. Os crimes pelos quais ele é acusado teriam sido cometidos em agosto deste ano, em Estocolmo e Enkoping, 80 quilômetros a noroeste da capital sueca.

Promotores suecos abriram, suspenderam, e depois reabriram a investigação sobre as alegações. O crime de que ele está sendo acusado é o menos grave de três categorias de estupro. A pena máxima prevista é de quatro anos na prisão.

Se um juiz aprovar, sua extradição será autorizada e não irá violar seus direitos. Então, o juiz ordenará a extradição do fundador do WikiLeaks, apesar de ele ainda poder recorrer contra a decisão em instâncias mais elevadas.

O advogado sueco de Assange disse que seu cliente lutaria contra a extradição e que acredita que as potências estrangeiras estão influenciando a Suécia.

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