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Casa mais cara de Nova York, que custou US$ 53 milhões, está à venda com desconto

Você paga US$ 53 milhões por uma casa e investe mais alguns milhões de dólares em reformas. É uma casa para a vida toda, certo?

Não em se tratando de Nova York. Quatro anos após a compra, a casa mais cara já vendida na cidade volta ao mercado — com desconto.

É o que pretende o empresário J. Christopher Flowers, um dos gigantes do setor de “private equity” (aquisição de empresas) e comprador, em 2006, da mansão Harkness (como é conhecida a casa de quatro andares, construída há 114 anos), um dos vários símbolos da bolha imobiliária que arrastou os EUA para a atual crise.

Se o preço explosivo em 2006 passou pela economia, agora o motivo para a venda é mais simples: Flowers, que nem se mudou para a casa, está se separando da mulher.

E o preço é que, passado o boom imobiliário, o prejuízo agora parece ser certo, visto que especula-se que os interessados estejam dispostos a pagar valores que chegam no máximo a US$ 45 milhões.

Casa do empresário J. Christopher Flowers, em NY; imóvel deve ser vendido por valor inferior ao da compra
Casa do empresário J. Christopher Flowers, em NY; imóvel deve ser vendido por valor inferior ao da compra

Flowers não colocou anúncio de venda nos sites especializados nem há sinais do lado de fora da casa de que ela será comercializada, mas, segundo o “Wall Street Journal”, ele contratou um corretor para negociar com interessados.

LOCALIZAÇÃO

Quem passa em frente à casa de cores apagadas no meio da quadra tem dificuldade em imaginar que ali ocorreu em 2006 o negócio mais caro do setor imobiliário residencial de Nova York.

Mas um dos seus segredos, além da arquitetura, é o espaço: são cerca de 2.000 metros quadrados, o dobro do necessário para uma casa ser considerada oficialmente uma mansão pelos padrões nova-iorquinos.

Outro é a localização. Ela está na rua 75, entre a Quinta Avenida e a Madison, ou seja, exatamente entre o Central Park e o museu Whitney.

A poucas quadras dali, na rua 82, o mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, pagou, na metade deste ano, US$ 44 milhões por uma mansão.

Antes de pertencer a Flowers, a casa foi do suíço Jacqui Safra, da tradicional família de banqueiros com braço no Brasil, que pagou US$ 6,9 milhões em 1987.

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