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Venezuela: Estatizada a maior siderúrgica

Segundo presidente, estatização faz parte de seu plano para levar país ao socialismo

O presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou neste domingo, 31, a expropriação da siderúrgica Sidetur, unidade da empresa local Sivensa, em mais um passo de seu plano de nacionalizações para construir um Estado socialista.

Em 2008, Chávez estatizou a Sidor, a maior siderúrgica do país – controlada pelo consórcio internacional Ternium – e em 2009 expropriou a Venprecar y Orinoco Iron, unidade da Sivensa de briquetes metálicos para a construção.

“Vou dizer a palavra de que os esquálidos (oposicionistas) gostam: exproprie-se”, disse Chávez em seu programa dominical de rádio e televisão “Alô, Presidente”, no qual pediu a mobilização de militares e trabalhadores para assumir o controle das operações.

Neste ano, funcionários da Sidetur paralisaram a usina principal em Puerto Ordaz, ao sul do país, para protestar contra as condições de saúde e segurança oferecidas pela empresa, sendo que alguns pediram sua nacionalização.

“A Sidetur produz 40% das barras (para construção) consumidas no país e vejam vocês a quanto eles compram o aço de nós e por quanto o revendem. Bem caro!”, acrescentou o presidente.

As atividades da empresa vão desde o recolhimento e processamento de sucata de aço até a elaboração de produtos finalizados para a construção, como barras de aço, vigas e arame.

Em seus 11 anos no poder, Chávez nacionalizou empresas de telecomunicações, eletricidade, petróleo, indústrias de cimento, bancos, além de ter expropriado milhões de hectares para que o Estado controle os setores estratégicos da economia.

Seus adversários anunciam que o governo arruína as empresas estatizadas e usa seus recursos para financiar seu projeto político de levar o país ao comunismo.

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