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Neutra no segundo turno, Marina não está à venda

Não foi nenhuma surpresa saber da posição de neutralidade de Marina Silva, nas próximas urnas, para o segundo turno. Seria decepção se fosse diferente. Marina sempre se mostrou uma pessoa de personalidade forte na política. Por tudo que tem dito e feito, se, nesta altura do campeonato, a candidata vendesse seu apoio por meia dúzia de votos, ficaria mal com os seus eleitores.

Algo inédito aconteceu na política brasileira e deve servir de exemplo para as próximas disputas. Sempre que alguém perde as eleições no primeiro turno, logo se iniciam rodadas de negociações, em que o candidato que disputará o segundo turno oferece cargos importantes nas estatais para “comprar” apoio e logo atrair os eleitores do partido que perdeu, no caso o PV, de Marina Silva.

Até então, ninguém apoia outro candidato puramente por ideologia ou pelos seus belos olhos azuis, mas sim em mesas de negociação, a fim de abocanhar importantes cargos políticos. Com isso, jogam-se de lado as ideologias políticas e as divergências partidárias por um lugar na máquina. Sempre achei deplorável ver no primeiro turno os candidatos trocando mil e uma acusações, para no segundo turno tornarem-se melhores amigos, num jogo de cena político. Tudo para pôr a mão em importantes cargos oferecidos em troca de apoio. Entretanto, uma parte dos eleitores “maria vai com as outras” acaba votando no candidato apoiado, sem atentar para o que está em jogo, nesta disputa de apoio político.

Por que temos uma dualidade política num país de tantos partidos? Com esta posição, Marina mostrou que é possível haver mais de dois pensamentos políticos e que ideologias não estão à venda. Se Marina seria uma boa presidente, ninguém pode afirmar com certeza, mas entre os candidatos ela teva a melhor personalidade.

Marina, certamente, tem seu candidato, mas não se submeteu ao jogo sujo de ofertas de cargos para apoiar alguém. Imaginem quantos cargos como ministérios e secretarias não foram oferecidos a ela em troca de apoio? Se ela aceitasse, estaria assinando embaixo o tratado de “farinha do mesmo saco” – tratado este assinado por quase todos os políticos.

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