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Você sabe o que é Inteligência Emocional?

O ser humano possui uma excelente máquina criada por Deus: O cérebro. Ele comanda todo o corpo humano, suas funções, emoções e movimentos. O que muita gente não sabe é que o cérebro é dividido em duas partes: Hemisfério esquerdo e Hemisfério direito. Mas e daí? Não é tudo uma coisa só? – claro que não!

O Hemisfério esquerdo controla a razão. O Hemisfério direito controla a emoção. É muito comum encontrarmos pessoas que aprenderam a usar somente um lado de seu cérebro. O sistema escolar de aprendizado que conhecemos hoje tem treinado o uso especificamente do lado esquerdo, da razão, do conhecimento, das idéias e dos planejamentos. Estas pessoas se tornam grandes planejadores e pouco realizadores. Você deve conhecer alguém assim.
A maioria não aprendeu a usar o lado direito do cérebro. Não sabe controlar as emoções, estouram com facilidade, perdem a cabeça, agem por impulsos, não sabem administrar relacionamentos e quando veem, estão novamente tentado iniciar algo pois perderam o controle e a capacidade de administrar os sentimentos. Precisam desenvolver a Inteligência Emocional. E urgente.
Muitas situações dentro do mundo corporativo precisam mais do que técnica e conhecimento. O mercado está em constante transformação e, por isso, é preciso estar atento às suas novas exigências. Quando pensamos nas características que as grandes empresas buscam em um bom profissional, podemos notar que houve uma grande mudança de referencial nos últimos anos. Se antes o desejado era aquela pessoa com alto grau de conhecimento técnico, que produzia muito em pouco tempo, hoje o mais buscado é o profissional que além de administrar suas emoções de maneira inteligente, ainda consegue alcançar bons resultados.
Um indivíduo emocionalmente inteligente consegue mobilizar estrategicamente suas emoções para alcançar suas metas. Para isso, ele consegue reconhecer, aceitar, escolher e gerenciar o que sente durante as mais diversas situações. Há muitas pessoas que deixaram de alcançar melhores cargos por terem perdido o equilíbrio em determinado momento. Quem nunca teve vontade de mandar tudo para o ar? Acredita-se que a maioria de nós. Mas o importante é saber que embora isso possa nos aliviar na hora, depois poderá trazer-nos problemas.
O ser humano é racional e emocional, invariavelmente e ao mesmo tempo. Por isso, quando alguém disser que você precisa ser mais isso ou aquilo, tome cuidado. Costuma-se ilustrar essa situação da seguinte maneira: imagine um goleiro que vai defender um pênalti sem um dos braços. Impossível, não é? O mesmo aconteceria com uma pessoa que eliminasse a razão ou a emoção de seu dia-a-dia. Precisamos buscar a harmonia e, quanto mais a razão trabalhar com a emoção, mais força e potencial a pessoa terá. Em momentos de tensão, desafios e crises, as emoções são colocadas à prova e solicitadas para contribuir com ações racionais que levem às oportunidades e gerem desenvolvimento.

As cinco áreas da inteligência emocional

A Inteligência Emocional pode ser desenvolvida por meio de trabalhos que envolvam algumas competências do indivíduo, ou seja, características mensuráveis que diferenciem o nível de desempenho de uma pessoa em determinada situação. Por isso, costuma-se trabalhar cinco áreas distintas:

Eu me conheço

É a área do autoconhecimento, a sinceridade que cada um tem consigo para avaliar as suas habilidades de maneira verdadeira, abrindo-se para feedbacks, para reconhecer como as suas emoções afetam seu desempenho e a ligação entre o que pensa, sente e age. Antes de enfrentar um desafio que possa gerar alguma tensão emocional, pare e pergunte: qual é a emoção que estou sentindo neste momento? Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação?

Eu me gerencio

Aqui busca-se trabalhar o autocontrole, que permite a pessoa pensar antes de agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos para depois não se arrepender. Ter a capacidade de adaptar-se às situações para alcançar um objetivo, além de flexibilizar-se e focar-se durante momentos de pressão, são exercícios do autogerenciamento. Tenha sempre um objetivo em mente e pense quais seriam os próximos passos para alcançá-lo. Pergunte-se frequentemente: qual comportamento construtivo eu posso ter para alcançar meu objetivo?

Motivação

Os indivíduos têm um propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em frente é muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento a curto prazo e trabalhe constante e incessantemente em busca de resultados positivos. Mobilize pessoas para alcançar a realização. Uma pessoa motivada é sinal de iniciativa e persistência. Reflita: suas decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo?

Eu conheço os outros

Aqui se deve olhar para as suas equipes e para as pessoas ao seu redor. É preciso mostrar sensibilidade à perspectiva alheia, buscar maneiras de conquistar a confiança e aumentar o nível de satisfação dos outros. Enxergar as diferenças como oportunidades de desenvolvimento faz toda a diferença. Nesta área se avalia a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendê-lo e entender verdadeiramente o que se passa com ele. Faça uma lista das qualidades, talentos e dificuldades das pessoas ao seu redor. Identificar as pessoas que tem poder e influência nos relacionamentos com a sua equipe pode ajudar no seu próprio posicionamento. Pense também nas ideias pré-concebidas que você tem do seu chefe, clientes e liderados.

Eu gerencio os outros

Aqui se exercita a liderança situacional. Gerenciamos conflitos, colaboramos e trabalhamos em equipe, construímos alianças e desenvolvemos os outros. Nesta área pode-se observar a capacidade de lidar com pessoas difíceis. Desafiar o status quo, ou seja, a maneira como as coisas são, é uma forma de avaliar como você gerencia os outros. Aproveite para refletir sobre algo importante que deseja comunicar e se pergunte: o que é mais importante nesta mensagem para mim? E para os outros? Pense, ainda, se existe alguma maneira melhor de dizer o que deseja.
Invista em atividades que possam lhe trazer maior equilíbrio emocional, pois isto é valorizado em todas as empresas, ainda que em alguns lugares essa característica receba nomes e descrições diferentes, como: “uma equipe com iniciativa”, “um líder que alcance resultados e que gerencie crises e processos de mudança”. Estamos falando de pessoas com capacidade de melhorar os relacionamentos dentro do ambiente de trabalho para o surgimento de melhores resultados.
E o que é melhor em aprender Inteligência Emocional é que a pessoa se torna dona de seu destino. Ela ira se entender, entender o próximo, administrar relacionamentos, gerenciar pessoas e liderar equipes.
Com a Inteligência Emocional a pessoa irá aumentar sua autoestima. Levará seu estado de negativo para positivo. Não será mais afetado por picuinhas da vida. Vai ter auto controle, agirá com auto responsabilidade, entenderá seus parceiros e familiares e atingirá um nivel de vida em abundância que jamais experimentou.

A importância da resiliência

Outro fator importantíssimo da Inteligência Emocional é a Resiliência. Desenvolvendo a Inteligencia Emocional a pessoa também desenvolve sua resiliência. Mas afinal o que é Resiliência? Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser Resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami.
Aliás, já se encontram muitos livros abordando o assunto como o Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, organizado por Aldo Melilo e Elbio Nestor Suárez Ojeda. Nesse e noutros livros e artigos encontramos os autores relatando que o conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas.
Um traço comum das pessoas resilientes é a tolerância a mudanças. Elas entendem que os imprevistos fazem parte da rotina e, por isso, não perdem o controle diante da primeira dificuldade. A resiliência está ligada à capacidade de assimilar as situações com os pés no chão – sem otimismo exacerbado ou discursos derrotistas.
Um sentido na vida – Outro requisito básico da resiliência é a capacidade de se definir metas claras e relevantes em plena turbulência. Os estudos no campo da psicologia mostram que é muito mais fácil sair de uma crise quando se tem algo pelo que valha a pena resistir. Essa é a principal teoria do psiquiatra austríaco Vitor Frankl, considerado o pai dos estudos sobre resiliência. Sua tese foi quase toda elaborada durante o tempo em que esteve preso em Auschwitz, o sinistro campo de concentração construído pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Para se manter sob controle ante assassinatos em massa, torturas e outras cenas horrendas, Frankl concentrava seus pensamentos em um único e maior desejo: reencontrar a mulher e seus pais. “Para ele, a chave interpretativa do ser humano é a busca de um sentido. Só sobrevive aquele que consegue transcender sua existência e encontrar sentido em algo que está fora de si próprio, como um amor ou um projeto”, analisa Luciano de Jesus, professor de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Atitudes resilientes também são valiosas para o desenvolvimento da carreira. O próprio significado de resiliência está ligado à idéia de flexilibidade, condição essencial para se manter no mercado de trabalho atual. “Os profissionais resilientes estão muito mais preparados para serem donos de suas carreiras dentro do atual cenário da empregabilidade”, afirma Antônio Salvador, consultor de capital humano da IBM Business Consulting Services.
A habilidade de contornar os inevitáveis obstáculos da rotina e o stress são consequências de um programa bem-sucedido de motivação e sensibilização internas. Eis aí outro trunfo das empresas resilientes: os canais de comunicação interno funcionam com fluidez e fortalecem os vínculos entre as pessoas e a organização – condição indispensável em momentos de crise. Ter a liberdade de bater na porta do chefe e falar ou reclamar dos problemas é um remédio potente para apaziguar as tensões em momentos de incerteza. Além disso, a maioria dos funcionários estabelece uma relação de confiança e ajuda mútua. A fórmula é ouvir as pessoas, escutar os seus problemas e dar feedback.
A Resiliência, por esses motivos e significados, está diretamente ligada a pessoas que possuem inteligência emocional. Pessoas equilibradas emocionalmente possuem mais resiliência, quer dizer, são capazes de enfrentar qualquer dificuldade com muito mais confiança e tranquilidade. Ao trabalharmos nossa inteligência emocional passamos a ser mais resilientes. Por isso, nada como investir na nossa capacidade de trabalhar e liderar.

Paulo Abreu é pastor, professor e Diretor do BATC, trabalhando na área de Coaching de Alta Performance. E-mail: sl1843consulting@hotmail.com

Os tipos de Inteligência

Terezinha Castilho Fulanetto

O psicólogo Howard Gardner da Universidade de Harward, nos Estados Unidos, propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de inteligência única para o de um feixe de capacidades. Para ele, inteligência é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comunitário. Assim, ele propõe uma nova visão da inteligência, dividindo-a em 7 diferentes competências que se interpenetram, pois sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.
Embora existam predominâncias, as inteligências se integram:

• Inteligência Verbal ou Lingüística: habilidade para lidar criativamente com as palavras.

• Inteligência Lógico-Matemática: capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para raciocínio dedutivo.

• Inteligência Cinestésica Corporal: capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis.

• Inteligência Espacial: noção de espaço e direção.

• Inteligência Musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa.

• Inteligência Interpessoal: habilidade de compreender os outros; a maneira de como aceitar e conviver com o outro.

• Inteligência Intrapessoal: capacidade de relacionamento consigo mesmo, autoconhecimento. Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos. É a inteligência da auto-estima.

Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências. A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras.

Nos anos 90, Daniel Goleman, também psicólogo da Universidade de Harward, afirma que ninguém tem menos que 9 inteligências. Além das 7 citadas por Gardner, Goleman acrescenta mais duas:
• Inteligência Pictográfica: habilidade que a pessoa tem de transmitir uma mensagem pelo desenho que faz.

• Inteligência Naturalista: capacidade de uma pessoa em sentir-se um componente natural.

Faça o teste e veja como está sua Inteligência Emocional

Sou uma pessoa…
1) … que persiste  quando está  frente a um novo desafio, não desistindo nas primeiras dificuldades…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

2) … que procura se colocar no lugar do outro, sendo compreensiva em relação aos momentos difíceis de outra pessoa…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

3) … que consegue manifestar suas emoções de acordo com as pessoas, situações e o momento oportuno…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

4) … que consegue controlar suas emoções, mantendo a calma nos momentos difíceis…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

5) … que tem uma visão realista de si mesmo, com adequada percepção de suas potencialidades e limitações…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

6) … que consegue superar seus sentimentos de frustração quando alguma coisa não dá certo, procurando aprender com as experiências negativas…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

7) … que quando tem alguma dificuldade com outra pessoa, procura conversar diretamente com ela, evitando fofocas e mal entendido …
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

8 ) … que é muito difícil perder a paciência com as pessoas de que gosto. Se perco, logo recupero e me arrependo de ter perdido…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

9) … que consegue expressar suas opiniões de forma clara e percebe que é ouvida com atenção …
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

10) … que se sente segura diante das outras pessoas…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

AVALIAÇÃO DO RESULTADO

JAMAIS  = 1

RARAMENTE = 2

ÀS VEZES  = 3

QUASE SEMPRE = 4

SEMPRE = 5

41 a 50 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante alta. Você não deve ter dificuldades para fazer amigos, e nem de relacionar-se com os outros de forma bem harmoniosa e produtiva.
31 a 40 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante desenvolvida, mas se você aprender a observar atentamente as pessoas poderá desenvolvê-la ainda mais.
21 a 30 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL precisa “deslanchar” . Converse um pouco mais consigo mesmo, ouça o que os outros dizem com sinceridade de você. Treine seus sentimentos de empatia e aprenda a observar com mais respeito os defeitos de outras pessoas.
11 a 29 pontos = Seu grau de empatia e relacionamentos não é bom. Procure ouvir mais e falar menos. Saiba gostar até mesmo de particularidades que outras pessoas apresentam e que você critica.
10 pontos ou menos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante baixa. Procure compartilhar mais seus sentimentos e idéias. Acredite que melhorar seus relacionamentos não é difícil, mas exige trabalho persistente, e muita disponibilidade para o outro. Procure aprender com todas as experiências , mesmo que sejam negativas, evitando repetir situações que promovam frustrações.
Analise com atenção e veja exatamente quais são os pontos que você pode aprimorar! Pense de que forma estes aspectos podem estar causando  impactos positivos ou negativos no seu desempenho profissional e suas relações com o MUNDO!

Fonte: Instituto MVC

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