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Lei matemática simples descreve força e frequência de furacões

Pesquisadores espanhois descobriram que a intensidade de furacões segue um lei matemática simples. A observação pode ajudar na predição de como eles irão se comportar no futuro em consequência das mudanças climáticas.

Álvaro Corral e sua equipe do Centro de Pesquisa Matemática, em Barcelona, Espanha, analisaram os registros de furacões de quatro bacias oceânicas espalhadas pelo globo entre 1966 e 2007. Para cada furacão conhecido, eles calcularam quanta energia eles liberaram, baseado na velocidade do vento e na duração do fenômeno.

Os pesquisadores descobriram que a proporção de furacões fortes (mais raros) em relação a furacões fracos (mais frequentes) era sempre a mesma, independentemente da bacia oceânica. Somente os furacões mais fortes ou mais fracos de todos fugiam desse padrão, conhecido como “lei de potência”.

A equipe também analisou o efeito das temperaturas superficiais dos oceanos nos furacões. A proporção de furacões fortes em relação a fracos a cada ano é muito similar para anos quentes ou frios, mas os mais poderosos furacões foram observados em anos quentes. O mesmo efeito foi observado em anos afetados pelo fenômeno El Niño (aquecimento das águas equatoriais do Pacífico).

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Segundo Corral, os resultados publicados na revista “Nature Physics” sugerem que, à medida que as temperatura sobem, haverá mais furacões fortes. Mas é difícil prever com certeza. “Não sabemos o que acontecerá se as temperaturas subirem mais do que as observadas”, afirmou.

James Elsner, da Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, é menos otimista sobre os efeito das mudanças climáticas. “Os resultados mostram que haverá furacões mais poderosos se as temperaturas superficiais aumentarem.” Elsner acrescentou que as melhores teorias de formação de furacões predizem que maiores temperaturas superficiais geram furacões mais poderosos.

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