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Israel reconhece erros, mas defende ação dos militares em ataque a barco humanitário

O Exército israelense reconheceu ter cometido erros de reunião de dados de inteligência e falta de planejamento e preparação que levaram a morte de oito turcos e um turco-americano em um ataque, em 31 de maio, contra uma frota que tentava furar o bloqueio da faixa de Gaza para levar ajuda humanitária.

Os erros foram apontados no relatório de sua própria investigação interna sobre o ataque, que atraiu grande condenação internacional e prejudicou as relações com a Turquia.

O relatório, contudo, poupa os militares que abriram fogo contra os ativistas e mantém a versão israelense de que eles estavam se defendendo do ataque dos ativistas pró-palestinos. Segundo partes do relatório divulgadas para a imprensa, erros na inteligência levaram os militares a subestimar o potencial da resistência dos ativistas a bordo.

Segundo o relatório, os turcos foram mortos depois de ameaçarem com facas e paus os comandos israelenses que invadiram o Mavi Marmara. Israel já havia alertado os barcos que usaria força caso insistissem em furar o bloqueio de Gaza.

O comitê, liderado pelo major general Giora Eiland, classifica os fracassos de planejamento como erros e não como negligência. O documento diz ainda que não havia outro meio de impedir que o navio entrasse em Gaza e, por isso, apoiou a decisão dos militares de enviar comandos ao barco.

O relatório não pediu ainda qualquer ação disciplinar contra os oficiais. “Para meu alívio, a investigação descobriu que não houve negligência ou falha em quaisquer assuntos significativos e que foi graças a erros cometidos em níveis relativamente superiores que os resultados foram diferentes dos planejados”, disse Eiland, citado pelo jornal “Haaretz”.

Ele disse ainda que alguns aspectos da operação devem ser elogiados, como o modo em que os comandos agiram durante a ação e a rápida e eficiente retirada das vítimas.

A comissão tinha como objetivo esclarecer os fatos e não atribuir responsabilidades aos políticos e militares que tomaram as decisões.

A Turquia, que retirou seu embaixador de Israel e cancelou os exercícios militares conjuntos, exige uma investigação internacional, além de um pedido de desculpas, indenização às vítimas e a devolução da embarcação.

Os navios com ajuda humanitária navegavam rumo a Gaza para tentar romper com o bloqueio imposto por Israel contra o governo do grupo islâmico radical Hamas. Os passageiros afirmam que os israelenses dispararam sem qualquer tipo de provocação.

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