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Vice de partido conservador diz que não “reconhece” seleção da França

Marine Le Pen, vice-presidente do partido francês Frente Nacional, de extrema direita, afirmou que não reconhece como francesa a atual seleção do país que está disputando a Copa do Mundo da África do Sul.
Para ela, que é filha do famoso político francês Jean-Marie Le Pen, os jogadores convocados pelo técnico Raymond Domenech para disputar a competição mundial não têm identidade com o país europeu, e alguns deles até “têm outra nacionalidade dentro dos seus corações”.
“Se os jogadores se comportassem corretamente, se você ouvisse eles falarem de patriotismo, se alguns deles não se recusassem a cantar a Marselhesa [hino nacional francês], se você não visse eles enrolados em bandeiras de outras nações, talvez as coisas seriam diferentes. Mas, do jeito que as coisas estão, confesso que não reconheço esta equipe”, disse Le Pen, ao canal de televisão BFM e à rádio RMC.
Esta não é a primeira vez que um selecionado francês é questionado sobre sua nacionalidade. Em 1998, quando esta mesma equipe europeia sagrou-se campeã mundial jogando em seus domínios, recebeu muitas críticas por parte da torcida e imprensa francesa por contar com muitos jogadores considerados “estrangeiros”. O maior ícone desta história foi o meia Zinédine Zidane, de origem argelina.
Apesar de vários atletas entre os convocados para a Copa terem ascencência estrangeira, apenas dois são efetivamente de fora da França: o goleiro Mandanda nasceu na República Democratica do Congo, enquanto o lateral Evra é do Senegal. O meio-campista Malouda, do Chelsea, também não nasceu em território europeu, mas é originário da Guiana Francesa, território francês.

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