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CAPA: Namorar, ficar ou transar? Qual é a onda do momento?

Capa — By on February 1, 2012 at 5:25 pm

Hoje em dia, namorar, ficar e transar fazem parte do vocabulário de todos que estão em busca de um relacionamento a dois. Antigamente, namoro era no sofá da sala sob a supervisão dos pais. A moça tinha horário certo para voltar do baile, para onde só podia ir acompanhada do irmão mais velho. Em muitos casos, beijo na boca era só depois do casamento. Hoje em dia, quanta diferença: muitas namorados passam a noite juntos logo no primeiro encontro. Tanta liberdade ajuda ou atrapalha?

Até que ponto o romantismo ficou fora de moda? Como saber até onde chegar quando o assunto é estar com o outro?  Muitos jovens não sabem a diferença ou a linha tênue para manter um relacionamento saudável.  “Se dou uma de difícil, o camarada só espera o momento certo para dar o bote e pular fora. Se sou um pouco liberal, fica na fase do ‘vamos provar tudo’ e depois acontece aquele esfriamento, sumiço e, o que é pior, nem o celular ele atende mais".

O filme Friends with Benefits,  com Justin Timberlake e Mila Kunis, mostra como os jovens estão agindo em relação a relacionamento a dois com direito a sexo e tudo. O conceito de ficar com um amigo para ter companhia e um “bom tempo” está em voga, principalmente durante a juventude. Na verdade, o medo de ser careta e de ser discrimado pelos amigos leva muitos jovens a optarem pelo ficar somente porque todos os seus amigos fazem assim e eles não querem, ser diferentes. Mas é importante descobrir o que está por trás desta escolha e porque os jovens estão preferindo os relacionamentos superficiais.

Na verdade, o jovem de hoje mantém uma distância suficiente para não se frustrar e ser frustrado. Existe no inconsciente coletivo dos jovens, um erro de leitura sobre o que é amor, amar, sexo, drogas, música, afeto, pai, mãe…

O medo de relacionamentos e de compromissos pode ser considerado como um dos motivos pelos quais os jovens preferem ficar do que namorar. E num mundo dominado por relações interpessoais cada vez mais distantes, muitos não sabem como se relacionar com o sexo oposto.

Segundo Etori Amorin, da Missão Jovem do Brasil, o namoro é uma etapa importante e necessária no desenvolvimento do ser humano. É na adolescência que se inicia esta atração pelo sexo oposto, acompanhado por mudanças físicas, psicológicas e sociais.
“Namorar é uma coisa boa”, afirma a psicóloga clínica Helena Dagnino, pois a paixão experimentada pelos namorados produz energia e entusiasmo pela vida, contribuindo, inclusive, para a formação da personalidade. “A possibilidade de dar e receber amor alimenta a auto-estima, conduzindo os jovens ao equilíbrio emocional”. Explica. Ela disse que o namoro é “um momento de experimentação, de treino, durante o qual o adolescente passa da fase da infância, quando recebe passivamente o afeto, à fase adulta do envolvimento afetivo-sexual. Idade exata para se iniciar um relacionamento não existe. O ideal é que, no próprio contexto familiar, se aprenda a respeitar o outro, a tolerar as diferenças, a valorizar a vida e as pessoas”.

COMO É ISSO DE FICAR?
Cada dia mais os jovens e adolescentes estão “ficando” com alguém que conheceram numa festa ou na escola. Qual é a mãe que não ouviu da filha: "Fiquei ontem à noite com um garoto lindo na festa da Claudinha."
"Como ele se chamava, filha?" "Ah, sei lá, nem lembro, mas era um gatinho!"
Psicólogos explicam que a identidade do ficante é, muitas vezes, menos importante do que o ato de ficar. Ficar passou a ser uma espécie de atestado de bom aproveitamento, de garantia de curtição de uma balada ou de uma festa.
A compreensão de namoro, para os pais que foram adolescentes na década de 70 e 80, foi bem diferente da dos seus filhos que nasceram na década seguinte e que encaram com um novo jeito suas relações afetivas.
Deles, ouve-se frequentemente a expressão: “Eu fiquei com…”.

A psicóloga Sylvia Gisleny Martins diz que a palavra "ficar" hoje um termo muito usado pelos adolescentes, teve seu aparecimento, sentido de liberdade, no final da década de 80 e começo da de 90, uma década de muito liberalismo. SiIvia fala que o ato de "ficar" significa que o adolescente não está pronto para assumir responsabilidades, como por exemplo namorar."O adolescente fica com um aqui outra ali porque, geralmente, ele não tem personalidade totalmente formada", diz.

A psicóloga afirma que o adolescente importa-se muito com as opiniões externas, e muito pouco com o que aprende em casa. "Eles acham que os pais e os irmãos são retrógrados e caretas. Isto acaba dificultando o ensinamento, principalmente a educação sexual", opina Silvia. Ela explica que "ficar" já existia mesmo antes do surgimento da modernidade, com a diferença de que em décadas passadas a palavra tinha outro sentido.

Como exemplo, anteriormente os rapazes diferenciavam as moças de família e as mais fáceis, dizendo que, as assanhadas eram "moças para ficar", só para diversão.

“Hoje qualquer adolescente fica com outros, sem nenhuma preocupação de ser visto como fácil. Para a psicóloga, ficar é um comportamento de desejo e diversão. Um sentimento que vem antes da paixão, que na maioria das vezes não estabelece relacionamentos longos e nem duradouros, mas que, em alguns casos, podem até se transformar em amor”.

E o SEXO, como fica?
Com certeza e com razão, o que mais preocupa os pais no namoro ou no ficar dos seus filhos adolescentes é o ato sexual. Ficar com um hoje e outro amanhã significa transar também? Em se tratando de vida sexual, há uma divergência nesta fase. A piscóloga Silvia Gisleny Martins explica que “não podemos afirmar que adolescentes de 11 a 15 anos têm a relação sexual como algo necessário nestes relacionamentos. Isso pode até ser diferente, dependendo do contexto social e familiar, mas na sua maioria é assim”.

Diferente quando se trata de adolescentes acima dos 15 anos, quando seus corpos já são mais formados, a mentalidade mais juvenil e já alcançaram um pouco mais de independência. “Este conhecimento nos ajuda a entender e trabalhar melhor com os adolescentes, pois, muitas vezes, travamos uma guerra enorme com a filha de 13 anos que está querendo ficar com o menino da escola e da mesma idade, com medo de que ela inicie cedo a vida sexual, quando ela nada mais quer do que trocar carinhos, mostrar a si e aos outros que é capaz, bonita e faz parte do grupo dos que ficam’, explicou. “Um papo aberto com seu filho é muito importante para mostrar o que pode ou não pode num relacionamento como o ficar ou o namorar”.

E o transar?
A pscóloga Sylvia Oliveira Nocetti disse que este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito "careta" quem não transa, não é mesmo?

Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis.

Além disso, as jovens ficam com medo de "perder" aquele rapaz "lindo e maravilhoso" e cedem à tentação, quando ele diz: "Querida, prove que me ama realmente e transe comigo… "Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: "Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.”

Muitos jovens acabam cedendo às pressões da mídia, dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver "uma vida dupla: com a família, são os ‘certinhos’; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem." Muitos jovens preferem uma amizade colorida, o friends with benefits, onde o amigo tem sexo com o parceiro, apresentando um relacionamento que não é baseado no amor mas no interesse mútuo.

O namoro nosso de cada dia
Sylvia Oliveira Nocetti explica que, atualmente, a palavra "namoro" está fora de moda…para alguns. “Agora, a maioria dos adolescentes e jovens "ficam". O que é há de diferente?

Segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais." Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar”.
“Infelizmente, quando um jovem fala sobre "namoro", no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes consequências”.

Sylvia explica que o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. “O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento.

Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar. É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso!
Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge”, afirma.
Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem "transado" com a namorada – isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela.

Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é "o templo do Espírito Santo" e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento.

Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua "namorada" com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. "Lembre-se de que a frase “Eu amo você!” , dita sincera e frequentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.

CRONOLOGIA DO NAMORO

No final do século 19, o romancista José de Alencar registrou em seus contos a idealização da mulher e a falta de privacidade que ela tinha. "Por volta dos anos 40, depois da Segunda Guerra, as mulheres conquistaram o namoro no portão com hora marcada, vigiada por pais e irmãos. O comportamento dos casais não ia além de leves toques de mãos. Beijo, nem pensar", afirma.

Nos anos 50 os rapazes ganharam o direito de atravessar o portão e se instalar no sofá da sala. Sempre sob o olhar do elemento mais natural da família, a famosa "vela", que era um desocupado (avó ou irmão), que ficava junto ao casal para não facilitar qualquer gesto além de um olhar, um sorriso. Sexo só depois do altar.

Até que chegaram os anos 60, Woodstock, a pílula anticoncepcional, a contracultura e o "é proibido proibir". Beijos, abraços e até filhos precoces despontavam com a rebeldia da época e o sexo acabou banalizado pela facilidade em consegui-lo. Instalou-se a falta de confiança entre os casais e, por conta disso, muitas relações se desfizeram em nome da liberdade, em nome dessa nova ordem.

É quando surge a dupla jornada: as mulheres separadas trabalham pelo seu sustento e passam a exigir seus direito, inclusive na cama. A partir dos anos 80, a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis frearam comportamentos das gerações anteriores, e com isso a camisinha virou item obrigatório nas relações sexuais.

Nos anos 90, as palavras ficar e transar foram incorporadas ao vocabulário dos jovens. Surge a amizade colorida, onde todo mundo acha que pode ter um relacionamento a dois sem o compromisso do casamento.

E hoje, os encontros virtuais facilitados pela internet mudaram ainda mais o comportamento dos jovens que só estão a fim de ‘ficar’ e ter uma amizade com direito a sexo como a do filme Friends with Benefts.

O DIA DE SÃO VALENTIM

Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. Nos Estados Unidos é celebrado no dia 14 de fevereiro, no Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho.

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte.

Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte – 14 de fevereiro – também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine’s Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).

Atualmente, o dia é principalmente associado a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos.

Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.

O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países. Hoje, nos Estados Unidos, é uma das mais mais celebradas por namorados e amigos.
 

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