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Os acontecimentos que marcaram a história nos últimos anos

Capa — By on November 2, 2010 at 10:18 am

A revista Linha Aberta, durante estes 15 anos, reportou os principais acontecimentos mundiais. Nesta edição especial de aniversário, estamos fazendo uma retrospectiva dos fatos que mais marcaram a história, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil. Podemos ver que com o passar dos anos, a informação fica cada vez mais imediata e que com o surgimento da internet, a democratização da informação passa a ser parte da nossa vida diária. E surge um novo problema, a super informação, onde num mundo onde a notícia acontece a todo segundo, precisamos cada vez mais de tempo para estarmos informados. Ao rever os principais acontecimentos mundiais, podemos ver como esta é a nova realidade do homem moderno.

Até 1990, a política internacional era regida por uma dinâmica que punha em confronto os blocos Oriental e Ocidental. Essa confrontação Leste-Oeste era centrada em duas principais ideologias, que entendiam de diferentes formas a vida, a economia e o papel do indivíduo na sociedade. Após a queda do muro de Berlim, o mundo se deparou com conflitos que estavam eclipsados pela Guerra Fria. Problemas étnicos, religiosos, separatistas e nacionalistas renasceram com força na África, no mundo islâmico e também na Europa.  A América Latina continuou sua difícil luta pela construção e afirmação da identidade. Por outro lado, a globalização avança, ultrapassando as antigas fronteiras territoriais. A revolução tecnológica, em especial na informática e nas telecomunicações, continua causando mudanças nas formas de trabalhar e de se relacionar.

OS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DOS ANOS 90

No início da década de 90, o fim do confronto político-ideológico entre capitalismo e socialismo criou um cenário mundial com novas forças desestabilizadoras, substituindo a bipolarização pela multipolarização. Crises econômicas, nacionais, separatistas e étnico-culturais em todos os continentes confirmaram que o século XX será encerrado dentro de um contexto tão tenso quanto começou. O jogo de forças mudou, pendendo das questões político-ideológicas e militares da Guerra Fria para as econômico-tecnológicas da Nova Ordem. Isso demostra que, mais do que uma nova distribuição de forças, a última década do século XX alterou a própria natureza do poder.

A década de 1990 é o período que se compreende entre 1990 e 1999. Começou com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, sendo esses seguidos pela consolidação da democracia, globalização e capitalismo global. Fatos marcantes para a década foram a Guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e da Internet. Em termos políticos, podemos afirmar que o timismo e a esperança seguiram o colapso do Comunismo, mas os efeitos colaterais do fim da Guerra Fria estavam só começando, como o advento terrorista em regiões do Terceiro Mundo, especialmente na Ásia.

O Primeiro Mundo experimentou crescimento econômico estável durante toda a década. O Reino Unido, depois de uma recessão em 1991-92 e a desvalorização da libra, conseguiu 51 bimestres seguidos de crescimento que se seguiram no novo século. Até nações com menor representatividade econômica como a Malásia tiveram aperfeiçoamentos gigantescos. Mas deve se notar que a economia dos Estados Unidos permaneceu sem crescimento durante a primeira metade da década.

Muitos países, instituições, companhias e organizações consideraram os 90 como “tempos prósperos”. Muitos países ocidentais tiveram estabilidade política e diminuíram a militarização devido ao fim da Guerra Fria, levando ao crescimento econômico e melhores condições de vida para as classes altas. Isso também teve a colaboração dos baixos preços de petróleo, devido a um excesso de óleo no mercado. Países da ex-URSS tiveram sua capitalização financiada pela descoberta de petróleo e gás natural.

Os anos 90 foram de democracia expansiva. Os antigos países do Pacto de Varsóvia logo saíram de regimes totalitários para governos eleitos. O mesmo ocorreu com países em desenvolvimento (Taiwan, Chile, África do Sul, e Indonésia). Apesar da prosperidade e democracia, houve um “lado negro” significativo. Na África, o aumento nos casos de AIDS e inúmeras guerras levaram à diminuição da expectativa de vida e nada de crescimento econômico. Em ex-nações soviéticas, havia fuga de capital e o PIB decrescente.

Crises financeiras nos países em desenvolvimento foram comuns depois de 1994, apoiados pela globalização. E eventos trágicos como as guerras nos balcãs, genocídio de Ruanda, a Batalha de Mogadíscio e a primeira Guerra do Golfo, assim como o crescimento do terrorismo, levou à idealização do choque de civilizações. Mas esses fatos foram apenas relembrados com relevância na década de 2000.

Na tecnologia, os anos 90 trouxeram o desenvolvimento tecnológico mais rápido da história, tornando popular e aperfeiçoando tecnologias inventadas na década de 80, com o surgimento do Processador Pentium da Intel, a popularização do Microsoft Windows, especialmente após o Windows 95 e o crescimento explosivo da internet, devido a queda no custo de computadores e tecnologia. Sem contar na famosa bug do milênio, que nunca aconteceu.

A cultura jovem foi muito diversificada se ramificando em tribos num universo social muito diverso que foi desde o superficialismo e consumismo até a militância ambientalista e antiglobalizante. A expressão nas roupas e através de tatuagens e piercings também foi marcante, bem como o consumo de drogas com o surgimento do ecstasy ligado à cultura de música eletrônica do aumento no consumo de maconha pela classe média.

Nos Estados Unidos, Bill Clinton foi eleito presidente em novembro de 1992, batendo George Bush e acabando com doze anos de gestão republicana na presidência. Na Convenção Democrata daquele ano, fora escolhido o candidato deste partido após a deserção de muitos caciques democratas, que não acreditavam na possibilidade de derrotar Bush devido à popularidade por este amealhada após a Guerra do Golfo. Mas o desemprego e a recessão econômica, somados à imagem jovial de Clinton e às dissidências internas entre os republicanos, acabaram por sepultar as chances de Bush pai de se reeleger.

Curiosamente, devido ao modelo estadunidense eleitoral, Clinton elegeu-se presidente sem precisar obter a maioria absoluta dos votos (o terceiro colocado naquelas eleições, Ross Perot, obteve cerca de 19% dos votos, enquanto Clinton e Bush receberam 41 e 37%, respectivamente). Já durante a campanha eleitoral, Clinton sofreu acusações de assédio sexual por parte de Gennifer Flowers, sem que sua imagem fosse seriamente prejudicada.
No Brasil, os anos 90 começaram com instabilidade, com o confisco de poupanças do presidente Fernando Collor. A administração de Collor mais tarde levaria milhares de jovens, mobilizados por uma forte campanha de mídia, a criarem o movimento “Caras Pintadas” e pedirem seu impeachment. No governo seguinte (Itamar Franco), o país experimentou estabilidade econômica e crescimento com o Plano Real (1994), que igualava a paridade da moeda e do dólar por meio de uma banda cambial. A cultura brasileira tornou-se mais valorizada, com a ressurreição do cinema e a boa recepção de músicos brasileiros no exterior. O esporte também passou por bons momentos, com 18 medalhas olímpicas e títulos mundiais em futebol e basquete.

O Ministro da Fazenda que implementou o Real, Fernando Henrique Cardoso, se elegeria presidente por duas vezes seguidas naquela década, ganhando sua reeleição após mudar a Constituição. O sistema de bandas cambiais mostrou fragilidades ao fim da década, tendo impactos no aumento da pobreza. Com as reservas cambiais comprometidas, a moeda tornou-se flutuante em janeiro de 1999, após não suportar as pressões especulativas junto à crise russa de 1998. FHC conseguiu para a sua eleição à presidência o apoio total do PSDB, do PFL, do PTB (que o apoiou nas duas eleições presidenciais), do Partido Progressista Brasileiro — PPB (atual PP) e de parte do PMDB, e conseguiu manter estes apoios nos seus 8 anos de governo, o que deu relativa estabilidade política ao Brasil neste período.

A DÉCADA de 2000

A década de 2000 é o período de tempo compreendido entre 2000 e 2009. É a primeira década do século XXI, que por sua vez é o primeiro século do terceiro milênio. Na política internacional, este período é marcado especificamente pelos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, a chamada Guerra ao Terrorismo, representados pela Guerra do Afeganistão e Guerra do Iraque e pelo apoio dos Estados Unidos a Israel na Segunda Guerra do Líbano e no conflito israelo-palestino.  A região também foi marcada por conflitos internos, como a disputa entre Hamas e Fatah na Palestina, sunitas e xiitas no Iraque e Talebã e líderes tribais no Afeganistão.

Nesta década, a Internet se consolida como veículo de comunicação em massa e armazenagem de informações, principalmente após a fase da World Wide Web e a globalização da informação atinge um nível sem precedentes históricos. Nas artes, tendências ligadas a pós-modernidade continuam se manifestando na medida em que suportes como o happening, a instalação, o vídeo, a “arte digital” entre outros mantém-se na ordem do dia de Bienais e mostras internacionais, ainda que desde a década de 1980 os suportes tradicionais tenham sido revitalizados.

A década também é marcada pela expansão da telefonia fixa e o uso de celulares e pela chegada de várias operadoras e pela tecnologia VOIP (telefonia via internet, como o Skype). A tecnologia tem grande destaque como as tvs de plasma e os desktops de tela LCD, tornando as tvs e monitores CRT obsoletos. A chegada da TV digital, da internet banda larga, do aumento na compra de computadores; popularização de desktops e laptops em relação aos PCs também marcaram esta década.

A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

Em termos econômicos, Xangai se transforma em um dos símbolos do recente boom econômico da China. O Euro torna-se a moeda oficial da Europa a partir de janeiro de 2002. Foi uma das décadas mais estáveis e prósperas da economia mundial até o final do ano de 2007 quando a crise econômica de 2008-2009 colocou em risco a economia mundial levando vários países a entrar em recessão. O Brasil consegue acumular mais reservas do que a dívida externa, recebendo status de credor. Embora, apresentando crescimento econômico médio-baixo em comparação com a média dos países emergentes, o país mantem sua economia estável. A China atinge um crescimento econômico sem precedentes.

A crise econômica de 2008-2009 é um desdobramento da crise financeira internacional, precipitada pela falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito dominó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como “crise dos subprimes”. Alguns economistas, no entanto, consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da “bolha da Internet”, em 2001, quando o índice Nasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações), despencou.

De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espaço de poucos dias, pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers, alarmado com o efeito sistêmico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira – abandonada às “soluções de mercado” – provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na AIG, para salvar suas operações. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.

As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas Sadia, Aracruz Celulosa e Votorantin anunciaram perdas bilionárias.

Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968, que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado. Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão de euros (US$ 1,58 trilhão) em ajuda ao seus sistemas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona.

FATOS QUE MARCARAM OS ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, George W. Bush é eleito Presidente em 2000 como o candidato republicano, recebendo uma maioridade dos votos eleitorais, porém perdeu nos votos populares para o então-Vice Presidente Al Gore. Depois de oito meses de Bush iniciar o seu primeiro mandato como presidente, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 ocorreram. Em resposta, Bush anunciou uma guerra global contra o terrorismo, ordenou uma invasão ao Afeganistão no mesmo ano, e uma invasão ao Iraque em 2003. Além das questões de segurança nacional, Bush promoveu políticas de reforma na economia, saúde, educação, e segurança social. Ele assinou leis de corte geral de impostos, o No Child Left Behind Act e a Medicare para idosos. Sua posse viu um debate nacional sobre a imigração e Segurança Nacional.

Bush concorreu, com êxito, à reeleição contra o democrata John Kerry em 2004, conquistando 50,7% dos votos populares contra 48,3% de seu oponente. Após sua reeleição, Bush recebeu críticas cada vez mais fervorosas de conservadores. Em 2005, a administração de Bush sofreu as críticas generalizadas sobre movimentação do furacão Katrina.

O Furacão Katrina foi um grande furacão, que destruiu uma parte dos EUA uma tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões de Saffir-Simpson (regredindo a 4 antes de chegar a costa sudeste dos Estados Unidos da América). Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleães, em 29 de agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O Furacão Katrina causou aproximadamente mil mortes, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos.

Em dezembro de 2007, os Estados Unidos entraram na maior recessão pós-Segunda Guerra Mundial. Isto levou a administração de Bush a ter um controle mais direto da economia, adotando vários programas econômicos destinados a preservar a estrutura financeira do país. Apesar de Bush ter sido um presidente popular em seu primeiro mandato, sua popularidade declinou drasticamente no segundo mandato. No pleito de 4 de novembro de 2008, Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos, vencendo seu adversário John McCain, por uma diferença de 52% a 47% no total de votos. Aos 47 anos, ele torna-se o primeiro negro a governar o país, ao derrotar o rival republicano John McCain. Sua campanha política foi baseada no slogan “We Can” (Nós Podemos), prometendo tirar o país da crise econômica, e entre outras medidas, estabelecer novos padrões na política internacional. O fim da guerra do Iraque é uma das principais metas, além de ações diplomáticas no Oriente Médio, que incluem o diálogo com Irã e Síria. Na época, ele disse que as tropas norte-americanas devem se limitar ao Afeganistão, no combate à Al Qaeda.

ACONTECIMENTOS IMPORTANTES NO BRASIL

No Brasil, a década de 2000 ficou marcada como a década em que a esquerda política brasileira teve um representante seu eleito presidente do país, através de um legítimo processo democrático. O presidente eleito foi Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002, após quatro tentativas anteriores, e reeleito em 2006. Também foi época de casos de corrupção, como o caso Waldomiro Diniz, o “Mensalão”, escândalos envolvendo José Sarney e a governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius sobre o DETRAN, e também o Escândalo do Mensalão no Distrito Federal.

Em 27 de outubro de 2002, Lula foi eleito presidente do Brasil, derrotando o candidato apoiado pela situação, o ex-ministro da Saúde e então senador pelo Estado de São Paulo José Serra do PSDB. No seu discurso de posse, Lula afirmou: “E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país.”

Em 29 de outubro de 2006, Lula é reeleito no segundo turno, vencendo o ex-governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin do PSDB, com mais de 60% dos votos válidos. Após esta eleição, Lula divulgou sua intenção de fazer um governo de coalizão, ampliando assim sua fraca base aliada. O PMDB passa a integrar a estrutura ministerial do governo.

A eleição do Cristo Redentor como uma das Sete Maravilhas do Mundo e a visita do Papa Bento XVI também marcaram a década no Brasil, além da descoberta da camada pré-sal, da produção de biocombustíveis e da auto-suficiência em petróleo. O Brasil ganhou destaque internacional com polêmicas envolvendo o Golpe militar em Honduras em 2009 e a recepção de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã que nega a existência do holocausto e apóia a política de pena de morte para homossexuais em vigência no seu país. A reeleição de Fernando Collor de Mello também causa polêmica.

FATOS QUE MARCARAM O ANO DE 2010

A década de 2010 é a presente década que começou em 1 de Janeiro de 2010 e com termino em 31 de Dezembro de 2019. Dois assuntos dominaram o noticiário durante os anos de 2010 e 2011: os desastres ecológicos e a crise ecônomica mundial.

Um terremoto de 7,3 graus na escala de Richter provoca enorme destruição no Haiti, país mais pobre do Hemisfério Norte causando a morte de mais de 200 mil pessoas. Outro terremoto de 8,8 graus na Escala Richter ocorreu no Chile, causando alerta de Tsunami em todos os países com costa no Pacífico, desde a América até a Ásia e vitimando mais de 300 pessoas. Por estar mais preparado devido a seu histórico de terremotos, e por possuir melhor infra-estrutura que o Haiti; o Chile se recuperou mais facilmente que o primeiro. O terremoto ocorreu na madrugada de 27 de fevereiro e levou a presidenta a declarar estado de catástrofe.

No Brasil, o Rio de Janeiro sofre pela chuva forte, que matou mais de 200 pessoas, e deixou mais de 3.000 desabrigados. A chuva forte também foi sentida em outros estados do Nordeste, só que com menos intesidade. Na Islândia, o vulcão Eyjafjallajokull, a 120 km a sudeste da capital, Reykjavic, entra em atividade e suas cinzas são lançadas na atmosfera, causando um caos na aviação européia apenas comparado ao 11 de setembro.

Ocorre uma explosão da plataforma Deepwater Horizon no dia 20 de abril, no Golfo do México, nos Estados Unidos. O desastre consistiu na explosão da plataforma de petróleo semi-submersível, que pertence à Transocean e que estava sendo operada pela BP, afundando na quinta-feira seguinte à explosão, depois de ficar dois dias em chamas. Uma grande mancha de óleo se espalhou e chegou até ao estado de Louisiana. Houve 17 trabalhadores que ficaram feridos e 11 faleceram. A BP anunciou em 17 de julho de 2010 ter conseguido estancar temporariamente o derrame de petróleo, depois de instaladas novas válvulas que conseguiram travar o derrame.

No dia de 5 de agosto, acontece um acidente na mina San José de 2010, em Copiapó, no deserto chileno do Atacama. Cerca de 33 mineiros foram soterrados a 700 metros da superfície durante uma escavação. No dia 9 de outubro a escavadeira Plano B chegou até eles. No dia 13 de outubro, às 0h10, durante uma transmissão ao vivo para todo o planeta, foi resgatado o primeiro mineiro, Florencio Ávalos, sendo encaminhado para o Hospital Regional de Copiapó. Todos os outros foram salvos durante uma operação que durou cerca de 24 horas.

A Grécia entra em crise interna alarmando toda a Zona do Euro. A China se torna a segunda economia do mundo, ultrapassando o Japão. A Petrobrás se torna a segunda maior petrolífera do mundo e a quarta maior empresa do planeta, graças à capitalização de seus papéis na bolsa de valores. Em setembro do mesmo ano, a estatal valia cerca de US$225bi. No cinema, Avatar se torna o filme mais visto da história do cinema, superando Titanic. Até 25 de janeiro, o filme tinha faturado 562 milhões de dólares nos EUA e Canadá e 1,288 bilhões mundialmente, alcançando a cifra de 2,62 bilhão de dólares, assim se tornando a maior bilheteria da história e o primeiro filme a superar a marca de 2 bilhões de dólares.

OUTROS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES EM 2010

Em 2010 foram realizadas eleições gerais no Brasil simultaneamente com a disputa presidencial. Foram renovados vinte e sete governos estaduais, dois terços do Senado Federal, a Câmara dos Deputados e os legislativos estaduais. A eleição presidencial brasileira de 2010 foi realizada em 3 de outubro, como parte das eleições gerais naquele país. Neste pleito, os cidadãos brasileiros aptos a votar escolheram o sucessor do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Nenhum dos candidatos recebeu mais do que a metade dos votos válidos, e um segundo turno foi realizado no dia 31 de outubro, com Dilma Roussef (PT) e José Serra (PMDB) disputando o segundo turno. Dilma Roussef vence o segundo turno, sendo eleita a primeira mulher presidente do Brasil.

O ano de 2010 é marcado pelo Mundial de Futebol da África do Sul, o primeiro realizado num país africano, Copa do Mundo FIFA de 2010 foi a décima nona edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 11 de junho até 11 de julho. O evento foi sediado na África do Sul, tendo partidas realizadas nas cidades de Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória, Rustemburgo e Joanesburgo. Trinta e dois seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 13 delas europeias (Espanha, Países Baixos, Itália, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, França, Grécia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, Eslovênia e Suíça), 8 americanas (Brasil, Argentina, Honduras, México, Estados Unidos, Chile, Paraguai e Uruguai), 6 africanas (África do Sul, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria), 3 asiáticas (Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte) e 2 oceânicas (Austrália e Nova Zelândia). A grande campeã da Copa foi a Seleção Espanhola, que havia conquistado a Eurocopa de 2008 em cima da Alemanha, ostentado o 3º lugar na Copa das Confederações de 2009 e era a 2ª colocada dentre todas as seleções no Ranking Mundial da FIFA.

Nos Estados Unidos, as consequências da crise econômica estão sendo a pauta do dia. Desemprego, foreclosures e instabilidade econômica estão marcando este ano. Assuntos polêmicos como a Reforma de Saúde proposta por Obama e a imigração ilegal no país, a lei do Arizona e as eleições para o congresso, senado e vários governadores de Estado, entre eles, o da Flórida, podem ser considerados os principais fatos do ano. A economia americana este ano e em 2011 estará crescendo a um ritmo mais lento do que o previsto, debilitada pelo gasto menor dos consumidores e dos governos para permitir que amortizem suas dívidas. O tema imigração ilegal ganhou destaque na imprensa com a criação de leis estaduais que restringem a entrada de estrangeiros. Em abril, o Arizona anunciou uma legislação que, entre outros pontos, tornava crime estadual a presença de imigrantes ilegais. A lei foi contestada e acabou entrando em vigor sem as partes mais polêmicas, bloqueadas pela Justiça até que se decida sobre sua constitucionalidade. Em agosto, a Flórida anunciou que estudava a adoção de uma lei “ainda mais dura” que a do Arizona. Até o momento, o assunto está “de molho”.

FATOS QUE MARCARAM A DÉCADA DE 2000

11 de setembro de 2001
Camicases islâmicos lançam dois aviões contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e outro contra o Pentágono, em Washington. Um quarto aparelho onde passageiros se atracaram com os terroristas cai em uma área deserta da Pensilvânia. Estes ataques sem precedentes no território dos Estados Unidos matam 2.973 pessoas, além dos camicases. As Torres Gêmeas desabam poucas horas depois dos ataques, deixando a América em estado de choque. Os atentados são reivindicados pela rede Al-Qaeda de Osama bin Laden, baseada principalmente no Afeganistão dos talibãs.

Guerra contra o terror
Em resposta aos ataques, o governo do presidente George W. Bush lança sua “guerra contra o terror”. Antes do fim de 2001, o regime talibã é derrubado por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Dez anos depois, 100.000 soldados estrangeiros permanecem no Afeganistão para apoiar o governo de Cabul contra os rebeldes talibãs, que ganharam força nos três últimos anos. Em 19 de março de 2003, o governo Bush invade o Iraque de Saddam Hussein com o apoio de alguns aliados, entre eles o Reino Unido. A ofensiva divide profundamente os ocidentais. Hoje, 100.000 militares americanos continuam mobilizados no Iraque. A “guerra contra o terror” é marcada por polêmicas como os maus-tratos infligidos a prisioneiros iraquianos na penitenciária de Abu Ghraib, perto de Bagdá, e a criação de uma prisão especial para “terroristas” na base americana de Guantánamo, em Cuba.

Tsunami

Em 26 de dezembro de 2004, um violento terremoto submarino ao largo da Indonésia provoca um tsunami gigante no Oceano Índico, com ondas de até 30 metros. A tragédia deixa 220.000 mortos, a grande maioria na Indonésia. Sri Lanka, Índia e Tailândia também são duramente atingidos. Trata-se de uma das piores catástrofes naturais do último século.

Terremoto na China
Em 12 de maio de 2008, a província de Sichuan, no sudoeste da China, é abalada por um terremoto de 7,9 graus na Escala Richter que deixa mais de 87.000 mortos e desaparecidos. Milhões de pessoas ficam desabrigadas.

Crise Ecônomica
A bancarrota do tradicional banco de negócios americano Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, encerra de forma brutal o frenesi criado em torno das operações arriscadas no setor do crédito imobiliário americano (subprime). A quase falência de um símbolo do sistema bancário e as grandes dificuldades encontradas por outras instituições como a seguradora AIG deflagra uma crise financeira e econômica, a mais grave desde a de 1929. A crise revela os enormes ativos “podres” dos subprimes, difundidos em todo o mundo através do sistema financeiro. Eles provocam a despencada das bolsas, o bloqueio dos mercados de crédito, e obrigam os governos a resgatar o setor bancário com fundos públicos. Começa então uma forte recessão mundial que atinge a maioria dos países, com exceção de alguns emergentes como o Brasil ou a China. A crise ainda é marcada por escândalos como a gigantesca fraude – a maior da história de Wall Street – comandada pelo gestor de fundos Bernard Madoff, que fez perder mais de 20 bilhões de dólares a seus clientes e foi condenado a 150 anos de prisão, e os bônus extravagantes concedidos aos grandes banqueiros. Para 2010, os economistas preveem uma recuperação tímida.

Obama
Primeiro presidente negro dos Estados Unidos, eleito em 4 de novembro de 2008, Barack Obama assume o poder em meio a uma das piores crises econômicas da história. Ele consegue convencer o Senado a aprovar uma ampla reforma do sistema de saúde. Ele decide enviar mais 30.000 soldados ao Afeganistão e se retirar progressivamente do Iraque até 2011. O fechamento da prisão de Guantánamo, que prometeu durante a campanha, ainda não está finalizado, e apesar de uma intensa atividade diplomática americana, o processo de paz no Oriente Médio continua no impasse. Assim, muitos acreditam que a atribuição do Prêmio Nobel da Paz 2009 a Barack Obama talvez tenha acontecido cedo demais. FONTE: wiki.com

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22 Comments

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