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Pesquisa revela que venda de livros cristãos foi a única que cresceu nos últimos 14 anos no Brasil

A PESQUISA FOI REALIZADA PELA NIELSEN BOOK, COM COORDENAÇÃO DA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO (CBL) E DO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS (SNEL)

Com o surgimento e a populari­zação de dispositivos digitais que per­mitem a leitura prática de livros, como o Kindle, além dos próprios aparelhos de celular cada vez mais modernos, a venda de livros impressos tende a sofrer algum impacto em vendas.

Entretanto, quando se trata de livros cristãos, o cenário parece não ter sido afetado consideravelmente, visto que este foi o único segmento literário que apresentou crescimento nas vendas nos últimos 14 anos, segundo levantamento recente.

A pesquisa foi realizada pela Nielsen Book, com coordenação da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), segundo informações de O Globo.

Segundo o levantamento, a ven­da de livros cristãos cresceu 2% entre 2006 e 2019. O número parece pouco, mas considerando que todos os outros segmentos tiveram uma queda acentu­ada, ele se torna um dado positivo.

Livros científicos, por exemplo, tiveram queda de 41% no mesmo pe­ríodo. No segmento geral, onde estão obras literárias, a queda foi de 34%, enquanto no ramo didático foi de 8%.

O mesmo levantamento, con­tudo, constatou que a Bíblia continua sendo o livro mais lido pelos brasileiros. Para a escritora cristã Larissa Pessoa, os dados indicam que a experiência individual de cada leitor é o que pode explicar a manutenção das vendas no segmento cristão.

“Muitos dizem que esses números são quantitativos, mas não qualitativos, porém eu penso diferente. Qualidade e aprendizados são individuais, cada um sabe o que ganha com a leitura de um livro, seja cristão ou não”, disse ela.

Em outras palavras, ao ler conte­údos cristãos a população se beneficia de várias formas, além da espiritual e intelectual, diferentemente de alguns segmentos que não abordam a ques­tão humana de forma integral.

Por outro lado, para Lilian Vac­caro, publisher do Grupo Editorial Co­erência, todos os segmentos literários devem ser incentivados. Ela enxerga com preocupação a diferença numéri­ca revelada pelo último levantamento.

“Títulos de ficção e não ficção acabam ficando para trás quando o assunto é religião, no entanto, num país onde a leitura não é incentivada pelo governo, o importante é preservar o hábito”, disse Lilian.

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