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Mercado financeiro projeta queda de 5% na economia este ano

A previsão do mercado finan­ceiro para a queda da economia brasileira este ano ficou em 5%. A estimativa de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo BC (Banco Central), com a projeção para os principais indicadores econômi­cos.

Para o próximo ano, a expecta­tiva de crescimento foi ajustada de 3,50% para 3,47%. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2,47% para 2,65%, neste ano. Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3,02%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Mone­tário Nacional, tem centro de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Co­pom (Comitê de Política Monetária).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa bási­ca chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,5% ao ano.

A previsão para a cotação do dólar passou de R$ 5,30 para R$ 5,35 ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,10.

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