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O perfil de Kamala Harris, escolhida para compor a chapa de vice presidente com Joe Biden na disputa contra Trump

SENADORA DA CALIFÓRNIA FOI ANUNCIADA PELO CANDIDATO JOE BIDEN QUE TINHA PROMETIDO TER UMA MULHER COMO VICE

Kamala Harris, senadora pela Califórnia, foi escolhida pelo candidato democrata Joe Biden para compor sua chapa política como vice-presidente. Ela estava ma lista que tinha cerca de 13 nomes de mulheres, incluindo pesos­-pesados, como a senadora e ex-pré­-candidata Elizabeth Warren.

Biden havia prometido ter uma mulher como vice e estava sob pres­são para que escolhesse uma mulher negra – Harris, portanto, cumpre esses dois pré-requisitos. Ela já era apontada como favorita, ao lado da ex-embaixa­dora e ex-conselheira de Segurança de Barack Obama, Susan Rice. Uma vanta­gem de Harris sobre Rice é que ela tem mais experiência em campanhas eleitorais, uma vez que Rice nunca disputou um pleito.

“Tenho a grande honra de anun­ciar que escolhi Kamala Harris — uma destemida lutadora em favor das pes­soas comuns e uma das melhores servi­doras públicas do país — como minha companheira de chapa”, anunciou Biden pelo Twitter. Ele afirmou que, nos tempos em que Harris foi procuradora­-geral da Califórnia, “enfrentou os gran­des bancos, ergueu o povo trabalha­dor e protegeu mulheres e crianças do abuso. Tive orgulho na época e tenho orgulho agora em tê-la como minha parceira nesta campanha”.

No ano passado, a senadora da Califórnia Kamala Harris, 55, surgiu na dianteira de um embolado campo de pré-candidatos democratas, graças a uma série de bons desempenhos em debates eleitorais – e por uma dura crí­tica ao então rival Joe Biden em ques­tões de raça. No entanto, a campanha de Harris não sobreviveu para além do início do ano. Agora, ela tem a chance de participar da campanha, no papel de vice.

Nascida de pais imigrantes (uma mãe indiana e um pai jamaicano), Harris foi criada majoritariamente pela mãe, pesquisadora de câncer e ativista de direitos civis. “Minha mãe entendia muito bem que estava criando duas filhas negras”, escreveu Harris em sua autobiografia. “Ela estava determinada a garantir que nos tornaríamos mulhe­res negras confiantes e orgulhosas.”

Sobre sua origem mista, apon­tada como um possível obstáculo para ela se identificar com eleitores negros, Harris afirmou em 2019 ao Washing­ton Post que políticos não devem ser estereotipados por sua cor ou ascen­dência. “Eu sou quem eu sou. Estou de bem com isso. Você talvez tenha que entender isso melhor, mas eu estou bem com isso.”

Depois de cursar a universidade negra Howard, Harris estudou Direito na Universidade da Califórnia em Hastings e iniciou sua carreira na Promotoria do condado de Alameda. Tornou-se promotora-chefe em San Francisco em 2003, antes de ser eleita a primeira ne­gra procuradora-geral da Califórnia. No cargo, ganhou reputação como estrela ascendente do Partido Democrata, até ser eleita ao Senado americano.

No Legislativo, Harris se destacou durante seus ásperos questionamen­tos a dois indicados por Trump — Brett Kavanaugh, então nomeado à Supre­ma Corte, e William Barr, nomeado ao cargo equivalente a ministro da Justiça.

Quando ela anunciou sua can­didatura presidencial, houve entusias­mo entre progressistas. Mas logo ela começou a ser criticada por não trazer respostas claras a problemas amplos e cruciais, como saúde. Ela tampouco conseguiu capitalizar em cima de um ponto-chave: sua boa performance em debates, que comumente coloca­vam Biden na linha de ataque.

Harris tentou caminhar sobre a tênue linha que separa moderados e progressistas no Partido Democrata, mas acabou não fidelizando nenhum desses públicos. Em março, Harris endossou Biden, afirmando que faria “tudo em meu poder para ajudá-lo a se eleger o próximo presidente dos EUA”.

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