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Covid 19 – Uma nova guerra no mercado empresarial

Texto de Eduardo Prugner

Nem H. G. Wells (Herbert George Wells), autor de diversos livros de ficção entre eles “Guerra dos Mundos” (1898), teria a imaginação em escrever o que vivemos no mundo de hoje. Nem mesmo o conhecido cineasta Orson Welles que colocou no ar, numa emissora de rádio, em 1938, a “novela” Guerra dos Mundos e apavorou a metade dos Estados Unidos, causaria tanto pânico como o coronavírus. O mundo começava a caminhar, em progresso, para o século XXI, quando foi barrado abruptamente por um vírus, que não se sabe de onde veio, quais são suas reais causas e como eliminá-lo, já que havia dominado o planeta. Foi acompanhado por uma imprensa, muitas vezes sensacionalista, que trouxe notícias alarmantes, contraditórias e infundadas. Conduzindo as populações a acreditarem numa catástrofe de final dos tempos.

As consequências? Os relacionamentos interpessoais e os conceitos empresariais estão sofrendo mudanças num processo rápido com adaptações empíricas. Os resultados são imprevisíveis e que na verdade se transformarão num efeito dominó, em mudanças jamais ocorridas na História da Humanidade. Restaurantes fecharam suas portas porque ninguém mais se sentava em suas mesas. Mercados tradicionais pediram concordata… e o que falar de grandes lojas e de empresas que simples­mente faliram? Repetimos: “o mundo mudou”!

Quando tudo parecia um oceano azul, parafraseando W. Chain Kim e Renée Mauborgne – autores do best-seller “Es­tratégias do Oceano Azul”, o crescimento da economia atingiu patamares jamais sonhados e os índices de desemprego chegaram a quase zero. Um cataclisma, um maremoto de proporções gigantes­cas, provocado pela minúscula e invisível Covid 19, está varrendo os empregos, as economias, as empresas e o lucros.

Governos tiveram que dispender seus recursos para amenizar a vida das pessoas e dos desempregados. Valores destinados a investimentos tiveram que ser direcionados para a saúde.

Uns dizem que será um ano perdi­do, irrecuperável, outros mais sensatos, comentam que levará pelo menos algum tempo para reconstituir o “status quo” dos anos anteriores. Mas dizer que é o fim do mundo empresarial, isso não tem autenticidade.

As perguntas se sucedem umas às outras: o que vai acontecer depois da pan­demia da covid 19? Como vou sobreviver aos dias de hoje?

A REVOLUÇÃO DIGITAL

É preciso ter sempre em mente o empreendedorismo, pois ele é a locomoti­va de todos os negócios. Paralelamente a criatividade é a moldura para estes novos tempos.

Num futuro próximo não haverá mais empresas como as de hoje, serão modificadas, reestruturadas, porque novas experiências funcionais aparecerão de for­ma surpreendentes. Portanto se empresas mudam, as profissões também. Muitas de­saparecerão, outras surgirão para atender as novas exigências do mercado.

Os empreendimentos que eram executados em locais externos, passarão a ser feitos em casa, é a própria extensão do “home office”.

Vamos ampliar o que isto representa: funcionários aprenderão a auto gestão, pois trabalhar em casa é um desafio. Am­bientes funcionais terão reduções da carga horária, porém com exemplar produtivi­dade. Um plano horizontal, com amplitude de resultados, pois o trabalho será uma atividade de satisfação.

Percebe-se que tudo descrito passa pela internet, e podemos dizer que é a universalidade do mundo digital. Somos dependentes das infovias existentes! Onde irá nossa dependência após o 5G?

Vivemos na tecnologia da era digital, conectados, administrando negócios, nossos veículos sendo dirigidos. Aten­dimentos médicos exames laboratoriais e cirurgias on-line! Isso é o começo da revolução digital.

MARKETING NAS MÍDIAS DIGITAIS

As redes sociais proporcionam aces­so às informações em tempo integral. As mídias sociais abrangem as nossas comu­nicações. As publicações estão se transfor­mando em digitais. Os canais de televisão têm que se preocupar com a qualidade e o que apresentar, pois o controle remoto comanda o que assistir.

Ora, se a rede social é o local onde fazemos contato com os outros, qual a resposta imediata para nos tornarmos co­nhecidos, assim como os nossos produtos e promoções? Mas vamos analisar melhor para sabermos mais sobre as redes. Elas têm o nosso cadastro, com nosso nome, sexo, cidade moramos, o que queremos comprar ou vender, nossos gostos, mane­quim… E continua aprimorando, entrando em áreas como psicologia e até mesmo em nossos pensamentos. Portanto aventurar­-se? Esqueça.

Algumas dicas para obter bons re­sultados. Lembre-se de que o seu tempo é curto. Como enfrentar o seu produto entre milhões de conversas e de anúncios bem estruturados? Importante é determinar seus objetivos e ao mesmo tempo avaliar seus recursos. Conhecer o seu público, sa­bendo como e quem você quer atingir. Não se esqueça da criatividade. E, ter um site é fundamental, pois ali você vai inserir mais detalhes sobre sua empresa e produtos. Pensar num profissional para ajudá-lo, é recomendável.

CONCLUSÃO

“Não estamos passando por uma era de mudanças. Estamos passando por uma mudança de era”. Portando quando se dá uma dimensão maior a essa nova “guerra” de mercado precisamos acreditar cada vez mais em Deus. Pois não estamos simples­mente “mudando de bairro, de cidade ou de país, mas estamos mudando de universo, porque estamos diante de uma revolução que muda absolutamente tudo”.

EDUARDO PRUGNER é consultor empresarial e sócio da Prugner’s Digital Marketing, pales­trante, escritor e poeta. Informações sobre o tema pelo E-mail: eprugner@gmail.com.

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