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FMI piora estimativa de contração da economia do Brasil em 2020 a 9,1% por coronavírus

FMI PIORA ESTIMATIVA DE CONTRAÇÃO DA ECONOMIA DO BRASIL EM 2020 A 9,1% POR CORONAVÍRUS

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou com força sua estimativa para a contração da economia brasileira em 2020 devido aos impactos da pandemia de co­ronavírus sobre a atividade, mas ao mesmo tempo passou a ver maior crescimento no ano que vem.

Na atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global divulgado no final de junho, o FMI passou a projetar contração do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 9,1% neste ano, contra recuo de 5,3% previsto em abril, já calculado por reflexo da pressão das medidas adotadas contra o coronavírus.

Se confirmado, seria o pior resultado da série história que começou em 1900. Mas para 2021 a projeção de crescimento do FMI para o Brasil aumentou a 3,6%, de 2,9% no relatório anterior.

“Entre economias emergentes e em desenvolvimento, a projeção é que o impacto sobre a atividade decorrente de interrupções domésticas fique mais perto do cenário de baixa previsto em abril, mais do que compensando a melhora no sentimen­to do mercado financeiro”, explicou o FMI em seu relatório. “A redução também re­flete maior contágio da demanda externa mais fraca”, completou.

Para o grupo de mercados emer­gentes e em desenvolvimento, o FMI prevê retração de 3% em 2020, 2 pontos percen­tuais pior que a estimativa do relatório de abril, passando a um crescimento de 5,9% em 2021, refletindo em grande parte a recu­peração prevista para a China (+8,2%).

Excluindo a China, as taxas para o grupo seriam de queda de 5,0% em 2020 e crescimento de 4,7% em 2021, de acordo com o FMI.

O cenário para o Brasil fica mais em linha ao de América Latina e Caribe, com recessão de 9,4% em 2020 e expansão de 3,7% em 2021. Ainda pior que o Brasil, o Mé­xico deve registrar contração de 10,5% em 2020, antes de expansão de 3,3% em 2021, prevê o FMI.

O FMI explicou que, de forma geral, a pandemia de Covid-19 teve impacto mais negativo sobre a atividade no primeiro se­mestre de 2020 do que o esperado e que a recuperação deve ser mais gradual do que se projetava antes.

“Existe um grau mais alto do que o normal de incerteza em torno dessa proje­ção”, disse o FMI.

O Banco Central do Brasil avaliou que a atividade econômica brasileira atingiu o fundo do poço em abril e ressaltou que seu cenário básico considera queda forte do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o primeiro semestre.

A nova projeção do BC para o PIB deste ano sairá na quinta-feira, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Dados do BC mostram que a economia brasileira iniciou o segundo trimestre com queda de 9,73% em abril sobre o mês anterior.

O Ministério da Economia ainda proje­ta contração do PIB em 2020 de 4,7%, dado que não foi revisado após a divulgação de que a economia encolheu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores.

Na mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC, o mercado prevê que a economia vai encolher 6,5% neste ano, expandindo 3,50% em 2021. Conforme os dados da pesquisa, a crise econômica no país é grave.

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