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PIB brasileiro pode cair até 4,4% em 2020 com Coronavírus

DÍVIDA GLOBAL ATINGIU UM RECORDE HISTÓRICO DE US$ 253 TRILHÕES

  O coronavírus está impactado diretamente a economia brasileira, com diversas empresas com portas fechadas, eventos cancelados ou suspensos e restrição na circulação de pessoas. Bares e restaurantes, empresas da área cultural e varejo são dos primeiros a começar a fazer seus cálculos. A crise gerada pelo Covid-19 pode aumentar o número de desempregados em quase 25 milhões, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e uma perda de rendo do trabalhador de 3 trilhões de dólares.

A queda de 4,4% apresentada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) é o pior cenário até agora. O faz uma comparação com os impactos à economia causados por crises anteriores, como a de 2008 e a greve dos caminhoneiros em 2018. Segundo previsão da FGV, a economia brasileira poderá ter contração de 4,4% em 2020, com riscos de a atividade ainda sentir efeitos negativos “significativos” até 2023.

O Governo Federal estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficará estagnado em 2020, expandindo apenas 0,02%.

A revisão foi divulgada no final de março pelo Ministério da Economia. Anteriormente, a estimativa do governo é que a expansão da economia fosse de 2,1%. O avanço da epidemia causada pelo novo coronavírus no Brasil, com a restrição de circulação de pessoas e de atividades em diversas cidades do país afeta a economia. Para enfrentar a crise do coronavírus, o governo decretou estado de calamidade pública, com isso, o governo pode desobedecer as metas fiscais estipuladas anteriormente.

“O que está ocorrendo é um choque inesperado na economia mundial e também atingiu no Brasil.

Mas, além de inesperado, é algo transitório”, disse o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo o Ministério da Economia, o PIB de 0,02% contempla um cenário de recessão técnica no primeiro semestre. O corte significativo na previsão de crescimento vem em linha com as estimativas que bancos e analistas de mercado fizeram nos últimos dias.

O Credit Suisse estima que o PIB fique estagnado, enquanto outros agentes internacionais apostam em recessão no Brasil. É o caso do Bank of America, que prevê a economia brasileira recuando 0,5%, o Goldman Sachs, -0,9% e o JPMorgan, 0,9%.

No início de março, o mercado financeiro brasileiro estimava crescimento de 1,68%, porém, houve aumento vertiginoso de casos de Covid-19.

A derrocada do PIB terá um efeito nefasto sobre as contas públicas. O ministério entende que precisará de um espaço fiscal da ordem de 375 bilhões de reais.

Assim, a meta fiscal, que já prevê um rombo de 124,1 bilhões para este ano, não deverá ser alcançada. Os técnicos entendem que o tombo será próximo a 161,6 bilhões de reais. A avaliação, contudo, foi finalizada em fevereiro — com o avanço dos efeitos da pandemia sobre a economia, estes valores devem piorar nos próximos meses.

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