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Olimpíadas de Tóquio é adiada por causa do novo Coronavírus e mercado Japonês prevê quais serão os custos econômicos no país

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 23 de julho 2021, com término no dia 8 de agosto de 2021. O órgão se mostrava relutante com a possibilidade do adiamento, mas conforme o alastramento da pandemia do novo coronavírus acontecia, as chances de tudo estar normalizado para julho eram praticamente nulas.

Diante da pressão internacional, o COI adotou uma medida inédita na história dos Jogos. Até então, os jogos haviam sido cancelados três vezes, todos em decorrência da primeira e segunda guerra mundial. Será a primeira vez em 124 anos da era moderna que uma edição será “cancelada” por outro motivo. O pedido de adiamento partiu do primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, que entrou em contato com o presidente do COI, Thomas Bach.

Mas isso terá custos financeiros – e eles serão consideráveis. Segundo uma estimativa do professor Katsuhiro Miyamoto, professor de economia da Universidade de Kansai, no Japão, a realocação dos Jogos Olímpicos custará entre U$ 5,4 bilhões e U$ 6,2 bilhões ao governo do país organizador.

Um bom pedaço do prejuízo será com a manutenção dos estádios, piscinas, pistas e ginásios e dos edifícios da Vila Olímpica, estimada por Miyamoto em U$ 3,8 bilhões. Haverá também efeitos nas receitas do turismo, claro.

Um dos principais hotéis de Tóquio, o Imperial estima que terá uma queda de 37% no seu faturamento neste ano. Já estava ruim, a partir março, quando a epidemia do covid-19 tinha causado uma drástica queda de ocupação de seus quartos: – de 80%, em março de 2018, para menos da metade, este ano.

Com o adiamento da Olimpíada de Tóquio, de 2020 para 2021, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, divulgou nota oficial em que reconhece as dificuldades do momento e e a necessidade de reorganizar o planejamento para os jogos.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, defendeu a decisão da entidade de adiar para o meio do ano que vem os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão. Em teleconferência com jornalistas, o dirigente alemão afirmou que a saúde pública mundial se torna prioridade na luta contra o avanço da pandemia do novo coronavírus e que a doença se apresenta como um dos maiores desafios para o esporte olímpico.

Esta é a primeira vez em mais de 100 anos de Olimpíada que uma edição dos Jogos é adiada. Anteriormente, o evento havia sido cancelado em 1916, 1940 e 1944 pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Porém, Bach disse ser perigoso fazer comparações entre a ocasião atual e os problemas do passado e reiterou a necessidade do mundo procurar ter tranquilidade neste momento.

O dirigente alemão e o primeiro ministro japonês Shinzo Abe conversaram por telefone antes de tomar a decisão final. Os dois manifestaram a esperança de que a Olimpíada em 2021 tenha um motivo extra de comemoração. “Que os Jogos sirvam para comemorar que a humanidade tenha superado esta crise jamais vista na história”, comentou Bach. A nova data é de 23 de julho a 8 de agosto, mas o nome oficial vai permanecer: Tóquio 2020.

Quanto a edição de 2024 em Paris, não há qualquer alteração relativa à data dos Jogos.programação”, declarou.

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