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BC descarta quebra de bancos no Brasil devido ao Coronavírus

O BC (Banco Central) descarta a possibilidade de quebra de bancos no Brasil como consequência da pande­mia de coronavírus. Durante entrevista coletiva, o presidente da autoridade mo­netária, Roberto Campos Neto, defendeu que a crise atual é diferente da ocorrida em 2008 e 2009, quando dezenas de instituições financeiras quebraram ou foram absorvidas por outras em todo o mundo.

“Em 2008, a incerteza era se o banco ia quebrar ou não. Agora, não falamos disso”, afirmou Campos Neto. O presidente do BC pontuou que as instituições financeiras no Brasil têm “bastante folga” no chamado Índice de Basileia, que mede a relação entre o patrimônio de um banco e seus ativos ponderados pelo risco.

Pelas regras atuais seguidas pelo BC, cada instituição precisa ter Índice de Basileia mínimo de 8%. Os dados da autarquia mostram que, na média, o ín­dice para o sistema financeiro estava em 17,12% em março deste ano. Em março de 2009 – pouco após o estouro da crise financeira global – o índice médio era de 18,13%. Na época, porém, a exigibilida­de era maior, de 11%.

“Temos um sistema bem provisio­nado, com boa liquidez e capital so­brando”, disse Campos Neto. “Nenhuma instituição financeira hoje tem Índice de Basileia abaixo ou perto do recomenda­do (8%). Ainda não precisamos socorrer nenhuma instituição”, acrescentou. Du­rante toda a coletiva, Campos Neto repe­tiu que uma das preocupações do BC é manter a liquidez do sistema – ou seja, a disponibilidade de recursos para que os bancos continuem realizando operações com seus clientes normalmente.

“Queremos oferecer condições para que os bancos rolem as dívidas dos clientes. Estamos monitorando todos os elos da cadeia de crédito”, afirmou Campos Neto. “Percebemos que, na precificação da dívida aos clientes, os bancos passaram a ficar mais preocupa­dos com a liquidez de capital.

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