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Arqueólogos Descobrem Mosaico Bíblico de 1.600 Anos Que Narra o Fim dos Dias

ARQUE’OLOGOS ISRAELENSES MOSTRAM A CAVERNA MALHAM DENTRO DO MONTE SODOMA, LOCALIZADO NA PARTE SUL DO MAR MORTO, EM ISRAEL

Mais um achado arqueológico extra­ordinário está lançando luz sobre a história do povo hebreu, descrita na Bíblia Sagrada. Se trata de uma escavação conduzida pela professora Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

Os estudos, porém, foram realizados na antiga vila de Huqoq, na Baixa Galileia de Is­rael. Foi nesse local que a equipe de Magness, composta por vários especialistas, realizam escavações há nove anos. Eles encontraram peças de mosaico que retratam passagens da Bíblia Sagrada, especificamente do Antigo Testamento. “Descobrimos a primeira repre­sentação do episódio de Elim já encontrado na antiga arte judaica”, disse Magness.

Os pesquisadores se concentraram nos restos de uma sinagoga romana, datada de 1.600 anos atrás. “Elim é onde os israelitas acamparam depois de deixar o Egito e va­gando no deserto sem água”, disse Magness, referindo-se a passagem descrita no livro de Êxodo, capítulo 15, versículo 27.

Nos mosaicos, há uma peça que tam­bém descreve uma passagem que se encontra no capítulo 7 do livro de Daniel. O estado de conservação das peças e a clareza dos detalhes permitiram aos pesquisadores concluir com precisão a natureza dos mosaicos.

“O painel de Daniel é interessante porque aponta para expectativas escatológicas, ou do final do dia, entre esta congregação”, disse Magness. “O painel de Elim é interessante, pois é geralmente considerado um episódio relati­vamente pequeno nas andanças pelo deserto dos israelitas – o que levanta a questão de por que ele foi significativo para essa congregação judaica da Baixa Galiléia.”. Chama atenção do mundo científico, especificamente dos arqueologistas, o grande número de achados históricos que confirmam a precisão dos textos bíblicos.

Desde a obra clássica chamada “E a Biblia Tinha Razao”, escrita por Werner Keller, lançada ainda em 1955, até os dias de hoje, o número de achados arqueológicos em prol da cultura judaico-cristã só tem aumentado.

“Nosso trabalho lança luz sobre um perí­odo em que nossas únicas fontes escritas sobre o judaísmo são literatura rabínica dos sábios judeus desse período e referências na literatura cristã primitiva”, disse Magness, comemoran­do a importância dos mosaicos.

A pesquisadora destacou que o lapso histórico acerca das evidências sobre o paradeiro do povo judeu em um determinado período antes de Cristo, e no primeiro século, agora pode ser melhor compreendido a partir dos novos achados.

“A arqueologia preenche essa lacuna, lançando luz sobre aspectos do judaísmo entre os séculos IV e VI aC – sobre os quais não saberíamos nada de outra forma”, disse Mag­ness, segundo informações da Universidade da Carolina do Norte.

“Nossas descobertas indicam que o judaísmo continuou a ser diverso e dinâmico muito depois da destruição do segundo templo de Jerusalém em 70 EC.”, conclui ela.

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