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Estado de Nova York Proíbe por Lei a Desigualdade Salarial de Gênero

ANDREW CUOMO, PREFEITO DE NEW YORK, APROVA LEI QUE BENEFICIA MINORIAS

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, assinou uma lei que proíbe a desigualdade salarial de gêne­ro, de modo que as mulheres ganhem o mesmo que os homens pela mesma função, e que veta as empresas de perguntarem sobre o histórico salarial durante as entrevistas de emprego. A lei estadual que impede um pagamento desigual “para todos os trabalhos subs­tancialmente similares” foi sancionada por Cuomo durante as comemorações em Nova York da conquista do título da Copa do Mundo pela seleção feminina de futebol dos Estados Unidos. As cam­peãs mundiais, que protestam contra a desigualdade salarial em relação aos homens, transformaram as reivindi­cações em uma de suas bandeiras. ”Não há uma razão lógica para que as mulheres não ganhem o mesmo que os homens. Estas jogadoras de futebol jogam o mesmo que os homens, e me­lhor. Então, se tivesse uma razão eco­nômica, os homens deveriam ganhar menos”, disse Cuomo antes do desfile em homenagem à seleção feminina.

As medidas que entram em vigor hoje, uma vez assinadas pelo governa­dor, fazem parte da Agenda de Justiça para as Mulheres 2019, um programa que inclui leis contra o assédio laboral, proteção para as vítimas de tráfico sexual e financiamento para que mães solteiras possam estudar na universida­de e sair da pobreza.

“Nova York vai continuar lide­rando o caminho e se colocando ao lado das mulheres e meninas em todas as partes do estado. Ao assinar esta legislação, não só fazemos o correto, mas também o moralmente acertado, e o mesmo pagamento pelo mesmo trabalho é atualmente lei no Estado de Nova York”, afirmou o governador.

Os Estados Unidos prenderam em junho 94.897 imigrantes na fron­teira do país com o México, a maior parte deles oriundos da América Central, informou a Agência de Pro­teção Alfandegária e Fronteiras (CBP). Os dados representam uma queda na comparação com maio, quando foram detidas 132.887 pessoas na fronteira.

Do total de presos em junho, 7.378 eram menores de idade não acompanhados, número também menor do que no mês anterior, que foi de 11.507.

”Apesar de vermos um certo alívio nos números, gostaríamos de lembrar que existe uma crise humani­tária na fronteira e que estamos lidan­do com ela”, afirmou um funcionário do alto escalão da CBP, que preferiu manter o anonimato.

Segundo a fonte, o órgão tem entre 40% e 60% de seus funcionários trabalhando nesta “missão huma­nitária” na fronteira com o México, especialmente nos setores de El Paso e do Vale do Rio Grande, ambos no estado do Texas.

O forte calor desta época do ano na área da fronteira foi um dos fatores que, segundo a CBP, provocou a queda no número de imigrantes presos pelos agentes americanos.

Outro elemento que contribuiu foi o trabalho do governo do México, que decidiu ampliar a fiscalização na fronteira com a Guatemala, país de onde sai um grande número de imigrantes rumo aos Estados Unidos, após um acordo com o governo de Donald Trump.

“Estamos muito otimistas e es­peramos que isso se sustente enquan­to o México seguir enviando recursos para sua fronteira sul”, afirmou o funcionário do governo americano.

O acordo entre México e EUA veio depois de Trump ameaçar taxar todas as exportações de produtos mexicanos ao país. Para demovê-lo da ideia, o governo de Andrés Manuel López Obrador ofereceu em troca ampliar a segurança na fronteira com a Guatemala e manter no território mexicano os imigrantes que pediram asilo aos EUA, mas que ainda aguar­dam a análise da solicitação.

Segundo o funcionário da CBP, 70% dos imigrantes que tentaram cruzar a fronteira eram de países da América Central. O México corres­ponde a 17% do total.

Além disso, o número de crian­ças que estavam sob custódia da CBP caiu de 2.500 para 200 de maio para junho. De acordo com o órgão, isso ocorreu porque o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recebeu dinheiro do Congresso no último mês, podendo acelerar o processo de aco­lhimento dos menores de idade em suas instalações. “São bons números, mas ainda estamos muito preocupa­dos com a crise na fronteira”, reiterou o representante do CBP.

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