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Com Vocês, o Escritor Carlos Borges

O JORNALISTA E PRODUTOR CULTURAL CARLOS BORGES LANÇA ESTE MÊS, COM EVENTOS EM MIAMI E ORLANDO E BOSTON, SEU LIVRO “OBSERVANDO ESTRELAS”, QUE REÚNE RELATOS DE CONVIVÊNCIA E TRABALHO AO LADO DE ALGUNS DOS MAIS ICÔNICOS NOMES DAS ARTES, CULTURA E COMUNICAÇÃO DO BRASIL. O LIVRO, “NO FORNO” HÁ 20 ANOS, ESTÁ SENDO LANÇADO PELA UNDERLINE PUBLISHING, EDITORA SEDIADA EM ORLANDO E DEDICADA A AUTORES BRASILEIROS.

LINHA ABERTA – Por que demorou tanto tempo para você lançar “Observando Estrelas”?

CARLOS BORGES – Eu sou muito perfeccionista. “Picky” mesmo… precisava estar convencido que haviam razões para esse livro existir, para além de mim mesmo. E foi por conta do estímulo de pessoas muito especiais e que conhe­cem um pouco dessa convivência minha com esses grandes talentos, que eu acabei me convencendo que o livro pode ser uma leitura interessante, curiosa e reveladora. É um olhar bem pessoal sobre algo que sempre me fascinou, que é o estrelato. O que faz um ser humano se tornar uma estrela…

LINHA ABERTA – Você convive e trabalha com grandes personalidades há muito tempo, 46 anos, se não me engano. Alguma vez você “tremeu” diante de algum desses ícones?

CARLOS BORGES – Não uma, mas várias vezes… A arte e os artistas me comovem demais. O sexto sentido que a arte representa, farol da humanidade, processos criativos, liberdade de espírito, tudo isso sempre me encantou e mexeu comigo. A minha decisão, lá atrás, de optar por ficar atrás das cameras, em vez de estar em frente a elas, foi um vaticínio divino. Isso domou minha vaidade e me propor­ciona até hoje, momentos inesquecíveis. Eu sou um chorão de carteirinha. Nos meus 17 anos de carreira no Brasil, me lembro de ter “tremido que nem vara verde”, na frente de Elis Regina, Glauber Rocha e Roberto Carlos. Sem falar em Wanderléa, que é um ídolo de infância de quem acabei me tornando um amigo pessoal e muito próximo. Nos 30 anos de Estados Unidos, foram muitos os chororôs e tremedeiras lá atrás, nos bastidores do Press Awards e Focus Brasil. Mas a tremedeira mais desconcertante foi mesmo diante de Roberto Carlos. Não importa o que pensem ou digam, é um ídolo seminal e autor da trilha sonora de grande parte da vida de milhões de pessoas. Eu me incluo nessa tribo…

LINHA ABERTA – Geralmente, livros como o seu trazem aspectos “picantes” da vida desses ídolos. O leitor pode esperar isso de “Observando Estrelas”?

CARLOS BORGES – Meu foco é contar histórias que me pa­recem curiosas e ilustrativas desta minha convivência com estes talentos. Pode ser que haja algum aspecto que alguém considere “picante” ou “bizarro”, mas este não é o foco.

Cada leitor encara a obra de uma forma muito particular. Lembro que alguns desses nomes incluídos no livro, são personagens gigantes­cos da cultura popular brasileira, como Raul Seixas, Clara Nunes, Wanderléa, enfim… Minha interação com eles, em muitos casos, migrou do convívio profissional para o pessoal. Virou ami­zade em diversos graus de intimidade. Mas fun­damentalmente, o livro é um álbum de reflexões sobre a natureza estelar desses mitos. O livro é bem confessional e intensamente influenciado pela narrativa jornalística. Sempre, a atividade da qual eu mais tirei prazer e da qual mais me orgulho, é a de redator.

LINHA ABERTA – De onde veio a idéia do título e quem está com você neste projeto?

CARLOS BORGES – Eu sou fixado em títulos. Elas são uma grande fonte de inspiração. Essa frase eu tirei da versão que Gilberto Gil fez para “No Woman, No Cry”, de Bob Marley. Tem um trecho que diz “Observando estrelas, junto à fogueirinha de papel”. Essa frase me transporta para minha infância, sentado embaixo de um pé de Araçá (goiaba) na fazenda Belo Horizon­te, de meu tio Mário, em Feira de Santana, inte­rior da Bahia. À noite, sentado alí e olhando pro céu, eram tantas estrelas… Daí fazer a analogia com as estrelas com quem convivo e trabalho. É um resgate poético e tem absolutamente tudo a ver com quem eu sou. Estão comigo neste projeto todas as pessoa que me azucrinaram para publicar o livro. Inicialmente a jornalista e amiga querida, Luciana De Michelis, minha ex-esposa e eterna parceira, Andréa Vianna e, mais recentemente, minha adorável editora, Nereide Santa Rosa, uma consagrada best seller brasileira que está publicando o livro através de sua editora, a Underline Publishing e além disso, usando sua grande experiência para evitar que eu “pise na jaca” . (rsrsrs)

LINHA ABERTA – Como vai ser a estratégia de lançamentos. Você conhece tanta gente e promove eventos mundo afora. O livro vai seguir essa trilha?

CARLOS BORGES – Na medida do possível, sim. Vamos ter pelo menos 3 lançamentos agora em Agosto, um dia 19 em Miami, na Art & Design Gallery, da parceiríssima Marília Cavalcanti, e dia 22 em Boston, no Victoria Hall (Woburn), onde recentemente tivemos o Focus Brasil com grande sucesso. E no dia 27 no I Drive, em Orlando. A partir daí vamos ver com cuidado porque a partir de setembro entramos num processo vertiginoso de 7 eventos em quatro meses. Praticamente um a cada 15 dias. Então, você pode imaginar… Mas a idéia é fazer pequenos eventos de lançamento em várias cidades nos Estados Unidos, Brasil e outros países. Não há pressa. Não é um livro datado. A gente pode, tranquilamente “go with the flow”.

LINHA ABERTA – Para finalizar, o futuro de Carlos Borges seria de dedicação à Literatura?

CARLOS BORGES – Eu gostaria de me dedicar mais aos livros e ao universo digital, que eu adoro e no qual estou timidamente imerso há mais de 20 anos. O projeto Focus Web News segue sendo um sonho de consumo, e é perfei­tamente conciliável com a atividade literária e com outras atividades. Ao mesmo tempo, não tem como eu me afastar do Focus Brasil. É uma missão da qual eu não tenho como me afastar. Agora estamos numa fase de reengenharia trabalhosa, mas muito positiva.

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