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Alemanha Reforça Alertas Contra Grupo de Extrema-Direita

A agência de inteligência doméstica da Alemanha definiu o Movimento Identi­tário como grupo de extrema-direita, um sinal de crescente temor de autoridades em relação a radicais com opiniões racistas e anti-islâmicas. O assassinato de um político regional proeminente no mês passado, atri­buído a um neonazista, chocou os alemães e levou o ministro do Interior a alertar que o extremismo de direita é uma ameaça ao sistema democrático alemão.

O Movimento Identitário não foi ligado diretamente à morte, mas a agência disse que o grupo discrimi­na não-europeus e muçulmanos, e que como isso é incompatível com a Constituição.

A classificação oficial facilita para a agência monitorar as ativi­dades e membros do grupo – dos quais afirma haver 600 na Alema­nha. O movimento, que tem raízes francesas, está sendo acompanhado há cerca de três anos.

A BfV, segundo a qual a Alemanha abriga 24.100 radicais de extrema-direita, dos quais 12.700 são potencialmente perigosos, disse que é importante não somente observar radicais violentos, mas também aqueles que usam palavras para fomentar o racismo.

“Estes incendiários verbais questionam a igualdade e a dignida­de das pessoas, falam em infiltração estrangeira, alardeiam sua própria identidade para denegrir outros e atiçam sentimentos hostis contra su­postos inimigos”, disse o presidente da BfV, Thomas Haldenwang.

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