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Pesquisa Mostra Que Brasileiro é Mais Tolerante à Entrada de Refugiados do Que Média Internacional

VENEZUELANOS NA FRONTEIRA COM O BRASIL, EM RORAIMA, EM FOTO DO ANO PASSADO; 28% DOS ENTREVISTADOS NO PAÍS DEFENDEM FECHAMENTO DAS FRONTEIRAS PARA REFUGIADOS

O Brasil tem a segunda menor porcen­tagem de pessoas que defendem fechamento de fronteira para refugiados, segundo levantamento feito em 26 nações; número de deslocados no mundo chega a quase 71 milhões no mundo. O país ainda é mais tolerante do que a média global à entrada de refugiados pelas fronteiras, embora haja significativo ceticismo quanto à integra­ção dessa população, aponta uma pesquisa de opinião recém-divulgada pelo instituto Ipsos, que ouviu 18 mil pessoas de 16 a 64 anos em 26 países – mil delas no Brasil.

Questionados se achavam que o Brasil deve­ria fechar completamente sua fronteira, 53% dos entrevistados discordaram. Outros 28% defende­ram o fechamento total de fronteiras, cifra que é três pontos percentuais maior que a da pesquisa anterior, feita em 2017. Mas, ainda assim, é a segunda menor porcentagem global, atrás apenas do Japão (27%) e ao lado do Chile (também com 28%). Na média dos 26 países pesquisados, 40% dos entrevistados defenderam o fechamento de fronteiras a refugia­dos. “O número de refugiados no Brasil cresceu muito, mas, em propor­ção à sua população, o país talvez não tenha sido tão impactado pela migração quanto países como Turquia e Alemanha – que, com populações bem menores, receberam número maior de pessoas”, avalia Sandra Pessini, diretora do Ipsos.

Ao mesmo tempo, a crise de refugiados global nunca foi tão grave. Em relatório publicado em junho, a Acnur, agência da ONU para refu­giados, apontou que, até o final do ano passado, havia 70,8 milhões de pessoas que tinham sido forçadas a deixar suas casas em todo o mundo, em decorrência de perseguição, conflitos, violência ou violações de direitos humanos.

Esse número recorde tem sido puxado, nos últimos anos, sobretudo pelo fluxo humano de refugiados da guerra da Síria, mas também pelos conflitos no Iraque, no Iêmen, no Sudão do Sul e na República Demo­crática do Congo, além da crises da população rohingya entre Mianmar e Bangladesh.

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