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O Marketing Digital Mudou Tudo?

A internet, muito provavelmente, foi a responsável pela maior revolução de todos os tempos na comunicação. Os hábitos e a maneira de interagir mudaram completamente, assim como o senso de imediatismo. Hoje, um post nas redes sociais pode ganhar milhares de likes em poucos segundos. Fãs e haters falam diretamente sobre o que gostaram ou não e as empresas têm a oportunidade de dialogar com eles de uma maneira totalmente impensável antes da era digital.

A chance de investir pouco dinheiro e ter retornos rápidos fez com que muitos empresários se animassem a fazer marketing e isso, definitivamente, movimentou o mercado. O que, por um lado, é fantástico, por outro tem gerado algumas frustrações. Pois aí está o grande erro de avaliação. Não existe esse negócio de investir pouco dinheiro e ter retorno rápido. Diversas marcas começaram a fugir dos meios tradicionais, diminuir verbas e se focar somente nos números do marketing digital.

Sim, é muito bom ter ferramentas mais precisas para mensurar o resultado de campanhas, geração de lea­ds e conversão. Mas isso não pode e nem deve virar uma obsessão. O processo de comunicação com o consumidor acontece em diversas camadas e muitas delas envolvem o subconsciente e aspectos psicológicos. Como medir em­patia, envolvimento e sensação de pertencimento, apenas lendo números dos Analytics da vida?

Na hora de comprar um carro, fazer um seguro de vida ou abrir a conta em um banco, você confia mais em uma empresa que viu no intervalo da FOX ou na que te chamou no Facebook e que você nunca tinha visto antes?

É muito normal que as pessoas sejam atingidas inúmeras vezes pela comunicação de uma marca na TV, cinema, jornal, revista ou mídia exterior, mas que só decidam pela compra quando estão em casa, tranquilas e recebam uma mensagem desta marca por email ou nas redes sociais. Uma análise rasa da situação, levando em consideração apenas a origem final da venda, vai dar a falsa impressão de que os milhões investidos em mídias tradicionais foram jogados no lixo e que foi aquele post no Instagram que resolveu o problema. Mas será que a venda teria sido fechada se o cliente já não estivesse propenso a consumir o produto, após ser atingido por todos os lados?

Os princípios básicos do marketing continuam intactos. O que mudou foram as ferramentas disponíveis para a execução dos planos. Saber tirar o melhor das mídias digitais é obrigatório, mas não dá para achar que elas podem viver sozinhas. As pessoas ainda assistem TV em suas casas, ouvem rádio nos seus carros, lêem notícias, vão a eventos, passam por outdoors e divertem-se no cinema. A diferença é que, agora, eles podem olhar o seu anúncio, escanear o código de barras e ir direto para o seu website. Ou interagir através de realidade aumentada, postar nas redes sociais e compartilhar com os amigos.

Temos sempre que usar as ferramentas de maneira integrada. Uma promoção de vendas, que começa em um evento ou em uma loja de rua, pode continuar na internet e ganhar muita tração. Cabe a você saber criar uma dinâ­mica efetiva. Em nossa empresa temos ouvido inúmeros novos cientes que chegam se dizendo desiludidos com a internet. Mas pergunte onde mais eles investiram? Em lugar nenhum. Focaram todos os esforços no marketing digital e não tiveram êxito na construção da reputação.

Não nos entenda mal. Há casos de campanhas 100% digitais que foram muito bem sucedidas. Mas, em 99% destes casos, as verbas destinadas às campanhas foram enormes, compatíveis com aquelas investidas nas mídias tradicionais. Não há segredo. A comunicação continua sendo uma mistura de criatividade, adequação, abrangência e frequência. Não dá para olharmos só em uma direção. As pessoas estão indo para todos os lados e precisamos acompanha-las.

E antes que alguém fale que escrevemos este artigo para defender as mídias tradicionais, deixe-nos esclarecer mais um ponto de vista. Elas também têm que se reinventar. Não dá mais para oferecer apenas as mesmas soluções de antigamente. Comerciais de 30”, páginas ou meias páginas, spots e painéis, tem que vir acompanhados por produção exclusiva de conteúdo, multiplicação no ambiente virtual, projetos especiais, eventos itinerantes, canais no YouTube e opções para os anunciantes a atingi­rem o seu público.

Os veículos de mídia, em sua maioria, já construí­ram reputações e definiram um posicionamento. Mas não adianta ficar agonizando para salvar um modus operandi que não é mais compatível com os anseios das pessoas. O público continua querendo saber das novidades, ver as fotos e os vídeos. Mas a relação de consumo mudou completamente. Não há mais praticamente o hábito de ir a uma banca de jornal ou fazer assinaturas de revistas impressas. As pessoas querem interagir, clicar, comentar, compartilhar.

Elas se acostumaram a fazer parte do tema e cabe a nós trazê-las para dentro do assunto. E não é só repli­cando notícias na web ou nas redes sociais. Hoje, mais do que nunca, é fundamental ouvir os consumidores, entender o que eles realmente estão procurando. Temos que ouvir muito e ouvir sempre. Porque tudo muda com uma velocidade sem precedentes. E se não nos mantiver­mos com as antenas ligadas, perderemos relevância no mesmo ritmo.

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