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IBGE: 28,3 Milhões de Trabalhadores Estão Subutilizados

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) identificou na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do primeiro trimestre de 2019 um número recor­de de trabalhadores subutilizados: 28,3 milhões (25%). Trata-se do maior número desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo o instituto, essa categoria representa tanto aqueles em busca de emprego como aqueles que não trabalham a quantidade de horas que desejam.

No Piauí, o percentual de trabalhadores su­butilizados é o maior do país: 41,6%. Em seguida aparece o Maranhão (41,1%) e a Bahia (40,4%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Mato Grosso (16,5%).

O país tinha no primeiro trimestre 13,3 milhões de desempre­gados, sendo que 3,3 milhões estão em busca de trabalho há dois anos ou mais. O Censo, explica o próprio IBGE, é a única pesquisa a visitar as casas de todos os brasileiros – são mais de 60 milhões de residências, espalhadas por 5.570 municípios e 8,5 milhões de quilômetros quadra­dos.

“É um trabalho gigantesco, que envolve cerca de 230 mil pessoas, bem diferente da pesquisa amostral, que investiga uma amostra da popula­ção e a partir de modelos estatísticos chega à representação do todo”, diz o site do instituto.

O IBGE diz que houve 11 Censos no Brasil desde 1872, e o mais recente foi em 2010, o que significa, para muitos pesquisadores e formuladores de políticas públicas, que alguns dados brasileiros estão desatualizados.

O Censo traz não apenas o tamanho da população brasileira, mas informações sobre frequência à escola e à universidade (e quais disciplinas estão sendo cursadas), saneamento, sustento da família, raça, mortalidade, tipo de moradia, coleta de lixo e fornecimento de energia elé­trica, entre outros dados. O próximo censo brasileiro será em 2020.

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