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Brasileiros Ajudam a NASA na Missão Que Irá para Marte em 2020

IVAIR GONTIJO E ROSALY LOPES PARTICIPAM DO PROJETO DA NASA PARA A PRÓXIMA MISSÃO A MARTE EM 2020

Uma das principais apostas da agência espacial americana (Nasa) para o próximo ano é a missão Marte. Nos bastidores do que pode ser o próximo passo da humanidade na corrida espacial, na parte de pesquisa e operação, estão três brasileiros. E a colaboração não é de hoje. Veja como tudo aconteceu.

A aterrissagem do robô Curio­sity em Marte em 2012 contou com a ajuda de Ivair Gontijo. O mineiro chegou à Nasa em 2006 e há cinco anos trabalha na agência espacial. A ideia da missão prevista para ser lançada em julho do ano que vem é encontrar carbono no planeta, ainda na busca por sinais de vidas passadas.

Para chegar ao trabalho nos Estados Unidos, Gontijo teve de bater algumas vezes na porta da Nasa. “Não foi da primeira vez que me aceitaram”, conta o mineiro. De acordo com ele, o convite para o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa – JPL, que fica na Califórnia, só aconteceu quando a estrutura pro­curava um profissional com o perfil específico dele. Na Nasa, ele trabalha com um dos instrumentos que fará parte do mastro do veículo que será enviado a Marte.

“Há uma quantidade enor­me de detalhes, como garantir, por exemplo, que exista energia elétrica para o instrumento funcionar, que o software funcione e retorne os dados para a Terra. O número de testes é impressionante.” O instrumento no qual trabalha tentará detectar mate­riais orgânicos em Marte por meio de um laser de alta potência. “No Curiosity, já conseguimos determinar alguns elementos químicos, mas não sabemos a quê estão ligados para formar minerais. Os minerais têm capacidades diferentes de armazenar material orgânico”, explica.

Rosaly Lopes é outra que trabalha no JPL, mas desde 1991. Em 1989, ela foi fazer um pós-doutorado de dois anos na Nasa. “Comecei a conhecer pessoas no laboratório e me ofereceram um emprego na missão Galileu”, conta. Depois, ela passou a se dedicar à missão Cassine, que estuda a geologia de Titã, a maior lua de Saturno.

Recentemente, a brasileira con­seguiu verba de pesquisa para estudar se o material orgânico da superfície de Titã pode ter entrado para o ocea­no e se há sinal de vida desenvolvido que possa ter subido à superfície por vulcanismo. “Há pesquisas muito boas no Brasil, mas, em termos de geologia planetária, ainda estão no início”, afirma Rosaly.

Além dos dois brasileiros, é possível encontrar nos corredores do JPL Daniel Nunes, também envol­vido com a missão de 2020. Ele trabalha com pesquisa científica e operação de missões. Os cientistas ficam responsáveis pela elaboração de hipóteses sobre o funcionamento dos planetas, coleta e processamento de dados.

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