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Como Evitar Que Hackers ‘invadam’ Seu Cérebro no Futuro

Imagine ser capaz de navegar por suas memórias como se fosse em uma linha do tempo do Facebook, revivendo em nítidos detalhes seus momentos favoritos da vida e guardando os mais queridos.

Agora imagine uma versão distópica do mesmo futuro, no qual hackers roubam essas me­mórias e ameaçam apagá-las se você não pagar um resgate. Pode soar longe da realidade, mas o cenário não é tão impossível quanto parece.

Avanços no campo da neurotecnologia nos deixaram mais próximos da possibilidade de melhorar e turbinar nossas memórias, e em algumas décadas poderemos também ser capazes de manipulá-las e reescrevê-las.

A tecnologia que provavelmente nos permitirá esses feitos é a dos implantes cerebrais, que estão rapidamente se tornando ferramentas comuns para os neurocirurgiões.Os implantes produzem a chamada estimulação profunda no cérebro, a DBS (da sigla em inglês, deep brain sti­mulation), para tratar gama ampla de condições, dos tremores da doença de Parkinson ao TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

Cerca de 150 mil pessoas no mundo já passaram por tratamentos experimentais com os implantes. A tecnologia está sendo cada vez mais pesquisada nos tratamentos para depressão, demência, síndrome de Tourette e outras doenças psicológicas.

Pesquisadores estão agora começando a explorar os implantes no tratamento de distúrbios que afetam a memória, como os causados por eventos traumáticos.

A Agência de Projetos de Pesquisa em Defesa Avançada dos EUA (Darpa, em inglês) tem um programa para desenvolver e testar uma “interface neural sem fio totalmente implantável” para ajudar a restaurar a perda de memória em soldados afetados por danos traumáticos ao cérebro.

“Eu não me surpreenderia se um implante de memória estivesse disponível no mercado dentro dos próximos dez anos – essa é a escala de tempo de que estamos falando”, diz Laurie Pycroft, uma pesquisadora do departamento de ciências cirúrgicas na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Em 20 anos, a tecnologia pode ter evoluído o suficiente para nos permitir “capturar” os sinais que constroem nossas memórias, turbiná-los, e redirecioná-los de volta ao cérebro. No meio do século, é possível que tenhamos ainda mais con­trole, com a habilidade de manipular memórias.

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