Quem é a Mulher Empreendedora?

O Dia Internacional da Mulher é comemorado anual­mente no dia 8 de março, mas as mulheres precisam celebrar esta data durante todo o ano. O Dia da Mulher é a celebração das conquistas sociais, políticas e econô­micas das mulheres ao longo dos anos, sendo adotado pela Organização das Nações Unidas e, consequente­mente, por diversos países. Esta data é muitas vezes marcada por presentes simbólicos e manifestações a favor do direito das mulheres e de celebração. A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época. De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país. No entanto, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação que contou com mais de 90 mil russas ficou conhecida como “Pão e Paz”, sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, porém somente em 1921 que esta data foi oficializada. Tantos anos se passaram e hoje a mulher continua com suas lutas e conquistas. Mulhe­res de todas as raças, credos e nações tem o mesmo objetivo, a busca da realização pessoal e profissional, mas, falando na nossa comunidade, quem é a mulher brasileira que vive nos Estados Unidos que celebra neste mês o dia da mulher? Qual o seu perfil? Quais os seus anseios e sonhos A mulher imigrante é uma mulher de garra, de vontade, de perseverança, que querem vencer, que deseja o melhor para si e para sua família. Não desista, não teme, levanta os olhos e vêem que gran­des coisas podem acontecer através de suas ações. Está sempre se rein­ventando e buscando a superação de seus limites.

A mulher brasileira que vive nos Estados Unidos é a mulher que abriu mão de sua família, de seu trabalho e da sua profissão no Brasil para desbravatar o que a América tem para oferecer e proporcionar o melhor para si e para sua família. É a mulher que abriu mão da sua identidade profissional para começar do zero reconstruir a sua história.

E a empresária que deixou o Brasil para abrir ou trazer seu negócio para os Estados Unidos. É a mulher que voltou a estudar para poder exercer sua profissão nos EUA. É a mulher que do seu próprio trabalho de limpeza estabeleceu uma companhia com equipes dando oportunidade para outras e tornando-se uma grande empre­sária. É a mulher que transformou um simples bolo numa reunião com amigas em uma padaria com delícias do nosso Brasil. É a mulher que sofreu exploração de nossos próprios patrícios em questões legais e imigratórias e se transfor­mou numa ativista, numa advogada, numa conselheira.

É uma mãe tempo integral que fez do seu lar um Home Daycare ajudando outras mães trabalhado­ras. É uma jovem que atravessou o deserto mexicano, vencendo medos e traumas e, após trabalhando em diversos sub empregos, tornou-se uma mulher de negócios.

Seja por necessidade de assu­mir os gastos familiares, seja para atender o sonho de ter um negócio próprio, morar num lugar mais seguro, as mulheres têm decidido tomar o caminho do empreende­dorismo. Cada mulher tem uma história de América, algumas tristes, com perdas, outras de sucesso. Muitas ainda sonham, outras tornaram-se resilientes. Há ainda aquelas sufocadas por relaciona­mentos opressivos, desconhecem seus direitos e temem represálias. Mas que ainda sonham e precisam apenas de uma oportunidade.

Sabemos que é comum a mulher acabar se anulando profis­sionalmente ao mudar de país, para tentar uma vida melhor para si e seus familiares, porque na maioria das vezes não existe possibilidade de exercer sua profissão nos Esta­dos Unidos, mas as oportunidades existem e estão sendo exploradas por estas mulheres de fibra e des­bravadoras.

Hoje, diferente de alguns anos atrás, as mulheres estão mais articuladas, aprendendo umas com as outras através de diferentes ferramentas tais como as redes sociais que facilitam na maioria das vezes (embora também possam prejudicar com informações sem procedência).

Há grupos no Facebook e WhatsApp, por exemplo, aonde as mulheres trocam informações e dicas, das mais simples como troca de receitas às mais complexas sobre ajudar filhos com problemas de saúde crônica. Estas mulheres estão se redescobrindo e aproveitando as oportunidades para buscar a superação.

Parabéns às mulheres que criam o jeitinho brasileiro, mas saudável de viver, usando seus dons e talentos para vencer obstáculos, superar e empreender. Parabéns a estas mulheres que decidiram enfrentar suas limitações e buscar a felicidade em terras estrangeiras. Que possamos celebrar o nosso dia durante todo ano.

Sandra Freier é Registered Marriage and Family Therapist, Founder of Bridges to the World, Inc. O papel da Bridges to the World no Empoderamento da Mulher é promover a motivação, referências para a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres. E-mail: contact@bridgestotheworld.us

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