Os Planos de Amaury Jr., o Colunista Social Mais Famoso do Brasil, em Orlando

AMAURY JR. FOTO: LAN RODRIGUES

Amaury Jr., pioneiro como colunista de tv no Brasil, agora tem duas residências: em São Paulo e em Orlando. O apresentador está há mais de 40 anos trabalhando como colu­nista social e, aos 68 anos, resolveu investir num projeto novo na Florida, a CBTV, do empresário Claudio Costa. “Acabo de me tornar sócio do canal. Esse meu projeto com o Claudio Costa (CBTV) vem de longa data e sempre acalentei um entusiasmo ímpar pelo que podemos fazer com as plataformas que ele criou tão bem. Não deixarei o Brasil, mas estarei muito mais em Orlando. Até porque nosso projeto prevê conteúdos de duas mãos, no Brasil e na CBTV”. Antes da Bandeirantes, Amaury Junior esteve há quinze anos na RedeTV. Em janeiro de 2018, ele decidiu retornar para a TV Bandeirantes e depois de um ano de Band TV, Amaury Jr. decidiu investir na CBTV, um canal de conteúdo brasileiro para os Estados Unidos. Nesta entrevista exclusiva, ele fala de seus projetos e compar­tilha seus pensamentos sobre o trabalho da imprensa depois do surgimento das mídias sociais.

LINHA ABERTA: Você mudou para Orlando. A imprensa brasileira informou que você não renovou o contrato com a Band TV e que está com projetos com a CBTV de Orlando. Fale para a gente sobre esta novidade na sua vida profissional.

AMAURY JR.: Vamos ordenar as coisas. Esse meu projeto com o Claudio Costa (CBTV) vem de longa data e sempre acalentei um entusiasmo ímpar pelo que podemos fazer com as platafor­mas que ele criou tão bem.

Acordamos que a CBTV – que deve mudar de nome – precisa se adequar a um conceito irresistível para telespectadores e anunciantes transformado-a num veículo efetivo na divulga­ção do Brasil para o mundo, com um conteúdo abrangente sobre tudo o que nosso país tem de melhor.

A idéia é transformá-la no principal arauto internacional da nossa cultura em todos os segmentos. Esse é um lado da questão. Quando não renovei com a Band era porque eles queriam novamente um programa diário, e isso limitaria meu tempo com o projeto – Orlando. Fui convi­dado pela Rede TV , que aceitou minhas bases de um programa semanal e ainda se dispondo a participar dessa incursão internacional.

Respondendo, não deixarei o Brasil, mas estarei muito mais em Orlando. Até porque nosso projeto prevê conteúdos de duas mãos, no Brasil e na CBTV. E ainda com a promessa de participação dos órgãos de turismo do governo Bolsonaro e do Visitors Orlando, com a possibi­lidade de entrada do canal em cabo, no Brasil e nos Estados Unidos.

LINHA ABERTA: Você sempre trabalhou com cobertura de eventos. Com o surgimento das mídias sociais ficou mais difícil esse trabalho porque todo mundo é colunista social. Como você vê esta nova fase da informação jornalís­tica?

AMAURY JR.: De fato, as pessoas criaram canais próprios para divulgarem suas propostas. Isso pode ter nos limitado, mas não significa quase nada. Uma coisa são elas falarem de si, criarem blogs etc, mas quem opina e noticia as nuances somos nós. O que é melhor? Você falar de si própria ou eu endossar publicamente suas atitu­des? Senão vira a desconfiança permanente da autobiografia, onde cada um só expõe seu lado mais propício. Todo mundo acorda de manhã tentando melhorar a sua biografia.

Quem conseguir manter o melhor conteúdo analítico continuará ganhando o jogo. O Blog do Amaury Junior no BOL/UOL já conseguiu mais de 1 milhão de views em uma semana, num trabalho insano de perseguir notas em primeira mão e análises que mudam o rumo dos aconte­cimentos. No canal do Youtube tenho entrevistas com mais de 1 milhão de views e assim por diante nas redes sociais. E olhe que entrei bem atrasado nas tais redes sociais.

LINHA ABERTA: Defina Fake News. Como separar o joio do trigo nesse mundo virtual onde tudo e todos são notícia? Qual a missão do jornalista e do comunicador social nesse mundo virtualizado?

AMAURY JR: Confesso que não e fácil confiar hoje nas notícias. O que faço é me basear no noticiário através de veículos confiáveis, cada um sabe onde reside a sua confiabilidade. Mes­mo assim é preciso ainda dar o desconto pelo pensamento político dos articulistas sérios, suas tendências religiosas, convicções às vezes radicalizadas. Para formar a sua opinião é pre­ciso bastante raciocínio, experiência e pesquisa.

LINHA ABERTA: Qual foi o momento mais importante de sau carreira?

AMAURY JR.: Não saberia dizer. Talvez João Gilberto, o pai da Bossa Nova, que não falava há 20 anos e ainda não falou com mais ninguém. Priscilla Presley, a viúva de Elvis, numa entrevis­ta confessional. As grandes festas de Las Vegas e do Brasil (que estão em recesso), nossas viagens reveladoras a partir de Dubai, na sua fase extra­vagante para o mundo. Fui o primeiro jornalista de televisão a ser recebido nos Emirados, numa série que provocou o aumento da frequência aérea da Emirates. Ao longo desse tempo fiz mais de 60 mil entrevistas, um recorde que poucos contabilizaram.

LINHA ABERTA: Como você vê o Brasil hoje sob a administração do presidente Jair Bolso­naro?

AMAURY JR.: O Brasil vem passando por um necessário expurgo desde a Lavajato, com Sergio Moro à frente. Tenho sinceras esperanças no governo Bolsonaro. Nunca um presidente e sua equipe mereceram tanta confiança de seu povo, sequioso para acertos. Votei nele, torço por ele e vou tentar ajudar como puder.

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