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Brasil Quer Acabar Com Visto para Cidadãos dos Estados Unidos

O Brasil planeja acabar com a neces­sidade de visto de turismo para cidadãos dos Estados Unidos, disse o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, numa tentativa do presidente Jair Bolsonaro de reavivar o setor turístico e aproximar o país dos EUA. A medida integra o plano do Ministério das Relações Exteriores para os primeiros 100 dias de governo Bolsonaro, disse Marcelo Antônio.“Nossa intenção é realmente acabar com os pedidos de visto para norte-americanos”, afirmou.

Bolsonaro é admirador declarado do presidente norte-americano, Donald Trump, e busca realinhar os interesses do Brasil com os EUA, diferentemente dos governos do PT, que nos 13 anos em que comanda­ram o país favoreceram as relações com outras economias em desenvolvimento. “A esquerda tratou os Estados Unidos como adversário, o novo governo, não. […] O presidente Bolsonaro quer abraçar os Esta­dos Unidos como um parceiro do Brasil”, disse o ministro.

Apesar de ser a maior economia da América Latina, há muito o Brasil apresen­ta baixos indicadores de turismo. O país recebe atualmente 6,6 milhões de turistas estrangeiros por ano, cerca de metade dos visitantes de Nova York.

O Brasil buscará também acabar com a exigência de vistos para canaden­ses, japoneses e australianos, mas o crono­grama depende do Ministério das Relações Exteriores, disse Antônio. Uma porta-voz do Itamaraty não quis comentar o assunto.

Hoje, os cidadãos dos EUA pagam US$ 44 para um visto com validade de dois anos, ou US$ 160 para um de 10 anos. Antônio disse que a burocracia aumentou para os cidadãos dos EUA que queiram visitar o Brasil durante os governos do PT, que pregava dar o mesmo tratamento rígido aos norte-americanos em busca de vistos brasileiros que o recebido por brasileiros que queiram ir aos EUA.

Entre outros planos para reestrutu­rar a política de turismo brasileira está a duplicação do gasto com propagandas no exterior, para mais de US$ 34 milhões até 2023, disse Antônio. Ele acrescentou que está mantida uma meta anterior de dupli­car para 12 milhões o número de visitantes anuais até 2022. O governo também busca converter o Conselho Nacional de Turismo em uma agência, de modo que possa fir­mar parcerias com empresas privadas, tais como companhias aéreas, o que hoje não é permitido, disse Antônio.

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