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Bolsonaro e Macri Falam em Renovar Mercosul

Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da Argentina, Mauricio Macri, anunciaram após uma reunião em Brasília que vão trabalhar para um aperfeiçoamento do Mercosul, incluindo esforços para o esperado acordo do bloco com a União Europeia. Além disso, os chefes de Estado atacaram o gover­no do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. “Concordamos quanto à im­portância de, com os demais parceiros — Paraguai e Uruguai — aperfeiçoar o bloco [Mercosul] e propor nova agenda de trabalho. Sempre com sentido de urgência. O Mercosul precisa valorizar sua tradição original: abertura comer­cial, redução de barreiras e redução de burocracias”, declarou Bolsonaro.

A afirmação de Bolsonaro vai con­tra o que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, logo após a vitória nas eleições de outubro. A uma jornalista Argentina, o economista afirmou que o Mercosul não seria uma prioridade do novo governo. A Argentina é hoje o tercei­ro maior parceiro comercial do Brasil, com transações comerciais de US$ 25 bilhões e um saldo positivo brasileiro em torno de US$ 4 bilhões. Macri lembrou que o Brasil será o próximo presidente do Mercosul e elogiou os avanços do bloco no acordo com a União Europeia.

“Conversamos também sobre a necessidade de modernizar o Mercosul e avançar para um espaço que se adeque ao século 21. Isso orientará a nossa presi­dência pró-tempore que o Brasil continua­rá, será o presidente na sequência”, disse.

Bolsonaro pontuou que os governos brasileiro e argentino possuem “conver­gência de posições e identidade de valores” e que atuarão “na defesa da liberdade e democracia na nossa região”. “Nossa cooperação na questão da Venezuela é o exemplo mais claro no momento”, acres­centou.

Macri foi mais duro em relação ao governo de Maduro. “Nós não aceita­mos essa zombaria com a democracia e a tentativa de vitimização de quem é o algoz. A comunidade internacional já per­cebeu: Maduro é um ditador que tenta se perpetuar no poder com eleições fictícias, perseguindo opositores e levando os ve­nezuelanos a uma situação desesperadora e agônica.

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