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O Negócio é Errar!

Durante anos, e em velocidade crescente, o mercado deu sinais de sobra a respeito da fundamental criatividade nos negócios, abrindo elastica­mente espaços a propostas de mudanças na maneira de conceber e ofe­recer produtos e serviços ao consumidor cada vez mais exigente com a qualidade e os recursos acessíveis, cuja sede por no­vidades o faz assemelhar-se a um elétron quântico que se move estonteantemente à medida do seu desejo de consumo; num instante ele está aqui, noutro.

Não há alternativas a tal demanda senão superar-se tanto ao acompanhar os anseios de consumo quanto lançar-se à frente deles numa tentativa de prevê-los, observando as pesquisas e tendências. Porquanto variadas organizações já desenvolveram a sua bola de cristal e trabalham com a “vidência” neste cenário e apostam alto na formação dos seus profissionais e na retenção dos preciosos talentos, pois entendem que em cada quilate repousa o valor investido.

Mas a criatividade contemporânea também dá os seus saltos nos recursos humanos e traz consigo equações de arre­piar os cabelos, exigindo eficiente solução, numa espécie de Princípio da Incerteza, dada a sua natureza altamente inconstan­te e contraditória, pois, para o justo as­sombro, vivemos a hora e a vez do erro, o grão-mestre da evolução. Obviamente não se trata de fomentar o desvario residente na falta de conhecimento, mas de apostar mais alto, bem mais alto do que de costu­me nas tentativas de quebrar os paradig­mas do ‘certinho’, “enlouquecendo” por caminhos verdadeiramente inusitados, algo revolucionário diante do opositor status quo da experiência e sobretudo do tradicionalismo. Escrever sobre o tema já suscita demasiada dose de insanidade que não se bebe num só trago!

É preciso errar. Não obstante é essencial aprender a conviver com os erros, inclusive promover uma atmosfera que os inclua. Temos um receio social a ser desconstruído, que rouba ener­gia desnecessariamente, e o papel das lideranças tem peso e pode ganhar as alturas se o projeto se tornar comum em sua simplicidade. Logo, a aceitação do erro é um pressuposto que, embora não se instale rapidamente qual um aplicativo, requer natural e paciente cultivo em to­dos. É preciso errar qual o aluno que bate a cabeça nas paredes do desconhecido sem prejuízo ao falhar, pois é justamente graças ao interesse nas possibilidades o que leva a estatística a lançar os seus dados dourados na verde mesa de jogos da aprendizagem, e os resultados podem fazer toda a diferença entre o fracasso e o sucesso – por vezes, entre a extinção e a sobrevivência. Calcule as consequên­cias proporcionais à ebulição econômica no importante caldeirão do mercado ricamente empreendedor, a superação de modelos ultrapassados…

Já vivemos o futuro que um dia era visto das fileiras do fundo, qual um sonho que oportunamente se realizaria, e temos a competência básica para desenvolver o motor de ponta crucial para esta corrida sem precedentes: a curiosidade! Não é preciso importá-la de outros sítios, a sua matéria-prima já se encontra na geologia do terreno cerebral, e explorar o abun­dante e valioso recurso está associado à reflexão e o entendimento das hipóteses que colocamos em nossa frente à medida que permitimos nos desembaraçar dos hábitos que ora nos fazem pisar no freio da morna conveniência em vez de usar bem mais o quente acelerador dos riscos, evidentemente em nome das transfor­mações e do crescimento que devemos gerar com os erros e acertos típicos da visão que enxerga a urgência de soluções inovadoras. Viva o erro!

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