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Mercado Teme Recessão nos EUA Após 114 Meses de Expansão Contínua

Investidores do mercado financei­ro temem que a economia dos Estados Unidos possa entrar em um novo ciclo de recessão no próximo ano. O receio tem como base a redução da demanda global apontada por alguns indicadores e o comportamento das taxas de juros no país, que estão sendo gradativamente ele­vadas pelo Federal Reserve (FED, o Banco Central Americano).

Um indicador em particular chama a atenção do mercado, o que relaciona os juros de títulos de longo e de curto prazos nos EUA. Em dezembro, a diferença entre as taxas anuais dos papéis do Tesouro de dois (2,79%) e de 10 anos (2,91%) dimi­nuiu, pela primeira vez em uma década, para 0,12 ponto percentual. É a menor distância desde a crise de 2008. Para ana­listas, isso indica que as condições econô­micas, no futuro, não serão favoráveis. O temor é de que haja a “inversão” na curva de rendimento, quando as taxas de longo prazo são inferiores as de cur­to prazo, apontando para recessão.

De acordo com especialistas, os traders costumam precificar, com antecedência, a imersão da economia em uma nova crise financeira. Relatório do FED publicado em dezembro mostra que os preços aumentaram diante da elevação de tarifas de importação im­postas pelo presidente Donald Trump, e a inflação subiu de forma “modesta” — atualmente, ela é 2,5%. As empresas norte-americanas diminuíram as previ­sões de investimento, diante do impacto de tarifas, aumento gradual dos juros e restrições do mercado de trabalho. O relatório avalia ainda que o crescimento econômico norte-americano é “mode­rado”.

De acordo com dados oficiais, a economia dos EUA completou 114 me­ses de expansão, após superar a última recessão, em 2009. É o segundo maior período de crescimento da história, atrás apenas do intervalo entre 1991 e 2001. Outro fator de preocupação é o aumento de gastos públicos, em um momento no qual Trump reduz impos­tos e aumenta os benefícios tributários para empresas.

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