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Relatório dos EUA Contradiz Trump e Prevê que Mudanças Climáticas Afetarão Economia

As mudanças climáticas custarão à economia dos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares até o final do século, prejudicando tudo desde a saúde humana até infraestrutura e produção agrícola, segundo um relatório do governo norte­-americano publicado em novembro. O relatório encomendado pelo Congresso, redigido com a ajuda de mais de uma dúzia de agências governamentais e Departamentos dos Estados Unidos, listou estimativas dos impactos do aquecimento global em todos os setores da sociedade norte-americana, num aviso alarmante sobre a agenda pró-combustíveis fósseis do governo Trump. ”Com o crescimento contínuo das emissões a taxas históri­cas, as perdas anuais em alguns setores econômicos podem chegar às centenas de bilhões de dólares até o final do século – mais que o atual produto interno bruto (PIB) de alguns estados norte-americanos”, informa o relatório.

Segundo o documento, o aqueci­mento global afetaria desproporcional­mente os pobres, atingiria amplamente a saúde humana, danificaria a infraestru­tura existente, limitaria a disponibilida­de de água, alteraria limites costeiros e aumentaria os custos industriais tanto no campo quanto na produção de energia.

Embora o relatório diga que muitos dos impactos das mudanças climáticas – incluindo tempestades mais frequentes e mais poderosas, secas e inundações – já estão acontecendo, as projeções de danos ainda maiores po­deriam mudar se as emissões de gases do efeito estufa fossem drasticamente contidas: “Os riscos futuros das mudan­ças climáticas dependem principalmen­te das decisões que são tomadas hoje”, informa.

A Quarta Avaliação Nacional Climática Volume II complementa um estudo publicado no ano passado que concluía que os seres humanos são os principais causadores do aquecimento global, e que alertava sobre seus efeitos potencialmente catastróficos ao planeta.

Os estudos confrontam as políticas do governo do atual presidente, Donald Trump, que tem reduzido prote­ções ambientais e climáticas implemen­tadas durante o governo Obama para maximizar a produção doméstica de combustíveis fósseis, incluindo petróleo cru. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais da commodity, acima da Rússia e da Arábia Saudita. O relatório completo pode ser acessado, em inglês: http://www.globalchange.gov

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