EUA Poupa Apple em Tarifas, mas Atingem Serviços de Nuvem

Os Estados Unidos pouparão os relógios da Apple e alguns outros aparelhos pessoais da mais recente rodada de tarifas impostas sobre bens chineses, de acordo com uma lista de produtos divulgada pelo Representante do Comércio dos EUA (USTR). No entanto, partes para servidores de computadores e equipamento de rede usados em centros de dados em nuvem e serviços de internet agora enfrentam um encargo, assim como algumas peças para máquinas usadas na fabricação de semicondutores.

O presidente Donald Trump ampliou sua guerra comercial com a China, impondo 10 por cento tarifas sobre o equivalente a 200 bilhões de dólares em importações chinesas e alertou que se a China tomar medidas de retaliação contra os setores agrí­cola e industrial dos EUA, “nós vamos imediata­mente avançar para a fase três, que envolve tarifas sobre aproximadamente 267 bilhões de dólares de importações adicionais”.

A proposta da administração levou a protes­tos de empresas de tecnologia anteriormente neste ano, mas a lista final de equipamentos tarifados pelo USTR evita muitos grandes nomes de marcas de consumo e produtos.

O iPhone não estava entre a ampla lista de produtos que a Apple disse a reguladores que seriam atingidos pela rodada de tarifas sobre bens equivalentes a 200 bilhões de dólares em uma carta de 5 de setembro para autoridades comer­ciais. A Apple temia por seu Apple Watch e seus fones sem fio AirPods, mas ambos foram deixados de fora da lista anunciada em setembro.

A nova rodada de tarifas entrou em vigor em 24 de setembro com um encargo de 10 por cento, que sobe para 25 por cento em 1º de janeiro de 2019. Entretanto, se Trump expandir as tarifas para um adicional de bens equivalentes a 267 bilhões de dólares, quase toda a importação chinesa seria afetada, incluindo o iPhone, assim como todos outros smartphones. As ações da Apple caíram 0,7 por cento, a 216,29 dólares no after market depois das medidas anunciadas.

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