No Centenário de Mandela, Luta Contra Racismo Continua Atual

Nelson Mandela, 100 anos de história na lutra contra o racismo na África

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. Nelson Mandela, o homem que pregou o amor ao invés do racismo faria 100 anos no dia 18 de julho, se estivesse vivo. Em homenagem ao “Tata” (Pai, em tradução livre do xhosa), diversas celebrações marcaram a data.

Mandela nasceu no interior do país, em Mvezo, que foi um dos maiores nomes do século XX. A trajetória de Mandela, ainda hoje, é marcada pela luta contra o preconceito racial. Ele se deu conta da brutalidade do racismo na juventude, quando já estava vivendo em Joanesburgo. Foi então que entrou para o CNA (Congresso Nacional Africano). Sua liderança chamou tanta atenção que assim como os líderes dos movimentos de direitos civis nos EUA, Martin Luther King, Malcolm X e Medgar Evers, Mandela passou a ser vigiado pela CIA.

Em 1964, Mandela já estava acostumando a viver na clandestinidade. Fugitivo, ele já havia viajado para outros países da África e até mesmo para o Reino Unido para denunciar a situação vivida pelos negros sul-africanos. Então chegou a decisão que fez com suas denúncias internacionais fossem interrompidas. Uma condenação à prisão perpétua por traição.

Na cadeia, Mandela foi confinado e mal podia receber visitas. Sua própria mãe morreu acreditando que ele fosse um criminoso. Após ganhar o Nobel da Paz, em 1993 e ser eleito presidente no ano seguinte, Mandela se tornou um dos líderes mais conhecidos do planeta.Sua morte, em 2013, consternou o mundo inteiro. Mandela, com seu rosto tranquilo, ensinou as pessoas que o racismo deveria ser substituído pelo amor. São cem anos de história contra o racismo na África.

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