Patrimônio dos Americanos chega aos 100 Trilhões de Dólares

Os americanos estão mais ricos do que nunca. O patrimônio acumulado pelas famílias superou os 100 trilhões de dólares no primeiro trimestre. São seis trilhões de dólares a mais desde março de 2017, período que coincide com o primeiro ano de Donald Trump na Casa Branca. E isso apesar dos investimentos em ativos financeiros caírem no começo do ano pela volatilidade em Wall Street. Boa parte desse avanço é atribuído à valorização da moradia.

O valor das propriedades imobiliárias nos EUA subiu quase 7% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior. No trimestre passado, entretanto, o índice S&P 500 sofreu uma queda de 1,2%. O aumento do patrimônio significa que os lares têm mais dinheiro disponível para consumir. É o principal contribuinte do crescimento econômico, ao representar dois terços do PIB. Os dados da Reserva Federal (FED, o Banco Central dos EUA) mostram também que a dívida das famílias cresce, ainda que com uma tendência mais moderada. Tal crescimento foi de 3,3%, até os 15,6 trilhões de dólares (58 trilhões de reais).

O aumento da taxa de juros, entretanto, poderia explicar que os norte-americanos estão começando a pedir crédito com menos entusiasmo. A concessão de hipotecas cresceu 2,9% e os créditos para a compra de carro, 4,2%. O patrimônio dos americanos está crescendo de maneira contínua desde o final da Grande Recessão. O fez em paralelo à retomada de Wall Street e da melhora no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego nos EUA está atualmente em 3,8%. O bom ritmo da economia está fazendo com que o Fed aumente o preço do dinheiro gradualmente desde o final de 2015. Atualmente 64% da população tem casa própria, contra quase 70% registrado antes da crise. Em relação aos investimentos, calcula-se que 80% das ações negociadas em Wall Street são propriedade de 10% da população, outro detalhe que permite ter uma ideia de como a riqueza é dividida. Os norte-americanos são, também, moderados no gasto.

Share

Related posts