Como o Cérebro dos Jogadores de Futebol é Diferente do de Outros Atletas?

Para muitos o futebol nada mais é do que um simples jogo no qual 22 jogadores correm atrás de uma bola. Apesar de diferentes gostos esportivos, há um que não passa despercebido: a habilidade dos jogadores de futebol para usar seus pés. Essa habilidade difere da de praticantes de outros esportes, nos quais as mãos são mais utilizadas, por exemplo.

Mas essa habilidade faz com que o cérebro dos jogadores de futebol seja diferente? Alguns cientistas acreditam que sim, apesar de especialistas na área defenderem que não há nada de “brilhante” no cérebro dos jogadores de futebol. Dentro do córtex cerebral existem regiões sensoriais e motoras. Estas últimas controlam a musculatura do corpo. Mas sua distribuição não é igual.

“As mãos são super-representadas. Há muitos neurônios que controlam as mãos, tanto no lado sensorial quanto do motor. Mas os pés são geralmente sub-representados. Poucos neurônios controlam suas atividades”, diz Jeffrey Holt, neurologista e professor da Escola de Medicina de Harvard.

Por esse motivo, para Holt, o futebol é uma “exibição triunfal” da incrível capacidade de adaptação do cérebro humano. ”Eu acho que no caso dos jogadores de futebol, que se concentram quase inteiramente no uso de seus pés, eles provavelmente têm mais neurônios que controlam os pés do que uma pessoa normal”, disse ele.

Além de sua experiência como neurologista, Holt respalda sua teoria com um estudo de um grupo de cientistas italianos feito em 2009 que, por meio do uso de imagens de ressonância magnética dos cérebros dos participantes, concluiu que o treinamento intensivo do pé causou uma reorganização no córtex sensório-motor.

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