The Passover

A PÁSCOA – ÊXODO 12:11
“ASSIM, POIS, O COMEREIS: OS VOSSOS LOMBOS CINGIDOS, OS VOSSOS SAPATOS NOS PÉS, E O VOSSO CAJADO NA MÃO; E O COMEREIS APRESSADAMENTE; ESTA É A PÁSCOA DO SENHOR.”

Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo, então, o líder do êxodo.

Moisés, atendendo ao chamado de Deus, foi ter com Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: “Deixa ir meu povo para que me sirva”. A fim de provar a Faraó a vontade divina, Moisés invocou pragas contra o Egito. As pragas começaram a ser lançadas, mas assim que cessavam Faraó continuava a pecar, mantendo-se contra a vontade de Deus. Assim, a décima e última praga foi lançada – Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito a fim de ceifar a vida de todo primogênito: “E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.” (Exodo 12.12).

Contudo, como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem ao seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; as famílias menores poderiam dividir um único cordeiro. Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser passada nas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim, o anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas – daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto.

É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-os para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” – João 1,29b).

O povo de Deus, a partir desse momento da história, passou a celebrar a Páscoa em toda primavera. Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50), posteriormente, Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano. A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da Páscoa.

Quando pensamos em Páscoa, imediatamente nos vem a memoria a obra redentora de Deus através de Jesus Cristo a favor da humanidade. Lembramos do amor de Deus. Ela nos faz lembrar também do nosso Salvador e do seu propósito para conosco, que é a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão de Satanás, pois Jesus foi crucificado na páscoa, como Cordeiro Pascal (1 Co. 5:7), que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nele crem.

Jesus é a nossa Páscoa. Paulo expressamente chama Cristo nosso Cordeiro da Páscoa (João 1:29), que foi sacrificado por nós (I Coríntios. 5:7). Páscoa, tempo de refletirmos sobre a nossa vida espiritual, de olhar para dentro de nós e também para o alto. Que nesse ano você e sua família desfrutem dos benefícios dessa maravilhosa graça que é a páscoa.

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