Projeto de Lei sobre Imigração Divide Partido de Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta uma difícil tarefa pela frente. O parlamento vai analisar um polêmico projeto de lei que endurece a posição francesa em relação aos imigrantes. Mas antes o gabinete de Macron discute o texto. Até integrantes do próprio partido de Macron, o LREM (A República em Marcha), estão relutantes em apoiar o texto.

O projeto pretende, segundo o governo, reduzir para no máximo seis meses o processo de pedido de asilo, além de facilitar a deportação de imigrantes que tiveram o pedido recusado e melhorar a integração dos que forem aceitos.

Mas há meses o projeto de lei divide inclusive a maioria centrista – composta de personalidades moderadas da direita e da esquerda. As acusações são de que a lei é “repressiva”.

Uma das medidas mais criticadas é o aumento do tempo de detenção administrava de um imigrante em processo de expulsão, que passaria a 90 dias, o dobro do período atual. “Corremos o risco de normalizar o ato de deter pessoas”, declarou Florence Granjus, deputada do partido de Macron.

O governo já teve de abandonar uma proposta controversa que previa a deportação de pessoas para um terceiro país considerado “seguro”.

Como prova de descontentamento, os funcionários da Corte Nacional de Direito ao Asilo (CNDA) e do Escritório Francês de Proteção a Refugiados e Apátridas (Ofpra) anunciaram uma greve para protestar contra a lei, que os sindicatos avaliam como “uma ruptura inquestionável com a tradição de asilo da França”.

Segundo uma pesquisa recente do instituto BVA, os franceses são em sua maioria a favor do asilo, mas 63% dos entrevistados acham “que há estrangeiros demais na França”.

A imigração foi um dos temais centrais da campanha presidencial de 2017, ano em que a França registrou mais de cem mil pedidos de asilo. Esse número não inclui os imigrantes que chegam por motivos econômicos ou os que tentam chegar ao Reino Unido.

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