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ONU Alerta para Catástrofe Humanitária na Venezuela

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM) alertou que a Colômbia precisa de ajuda internacional para lidar com a “catástrofe humanitária” ao longo da sua fronteira com a Venezuela. Em torno de 50 mil pessoas chegam diretamente à região fugindo da fome no país vizinho.

Em visita á cidade colombiana de Cúcuta, o diretor do PAM, David Beasley, disse que os relatos que ouviu de pessoas no local deixaram claro que a crise humanitária deve ser uma prioridade.

“Perguntei às pessoas por que estavam ali, e as respostas que recebi foram: ‘Não temos comida’. E eles disseram: ‘Mesmo se tivéssemos dinheiro, não há comida’”, relatou Beasley.

“Acho que as pessoas mundo afora não têm ideia da gravidade da situação e de como ainda pode piorar”, alertou. “Isso poderá se transformar num desastre absoluto, de proporções sem precedentes no hemisfério ocidental.”

Beasley disse que, apesar de a crise na Venezuela não resultar de conflito armado, a situação da Síria, um país com população menor no que a do país sul-americano, pode servir de exemplo. A crise síria começou como uma emergência alimentar de pequenas proporções, e atualmente 6 milhões de pessoas precisam da ajuda alimentar da ONU.

Ele afirmou que o PAM trabalhará com o governo colombiano num plano para alimentar os venezuelanos que entram no país todos os dias em busca de comida. O PAM pedirá financiamento aos Estados Unidos e a outros países para viabilizar os esforços.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou as ofertas de ajuda humanitária, afirmado que são uma tentativa de desestabilizar seu governo. Caracas nega a existência de uma crise humanitária e denuncia que as sanções impostas pelos EUA dificultam a importação de alimentos e medicamentos.

O êxodo de venezuelanos deixou os países latino-americanos em alerta. Estima-se que entre 3 e 4 milhões de pessoas tenham deixado o país, centenas de milhares apenas em 2017.

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