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Inglaterra Ameaça Repensar Representação no Mundial da Rússia

A Inglaterra pode repensar a presença dos seus representantes no Mundial de futebol que acontece este ano na Rússia, se ficar provado que Moscovo está por trás da misteriosa doença que afetou um ex-oficial dos serviços secretos militares russos, Sergei Skripakl, que mais tarde se tornou espião britânico, por contato com uma “substância desconhecida”.

A fonte, citada pela Reuters, refere que o responsável pelas relações externas britânicas, Boris Johnson, não pretendeu sugerir que a equipe de futebol fosse retirada do torneio, que se realiza em junho. “Pensando no Mundial, acho muito difícil imaginar que a representação britânica no evento de uma maneira normal”, afirmou Boris Johnson no parlamento britânico.

Sergei Skripal, um antigo agente dos serviços secretos militares da Rússia, que foi condenado a 13 anos de prisão em 2006 por espiar e divulgar segredos russos ao Reino Unido, ficou em estado grave depois de ser exposto a uma substância que ainda não foi identificada.

O antigo coronel foi condenado na Rússia por trair agentes e trabalhar os serviços secretos britânicos. Posteriormente, foi “trocado” pela Rússia numa troca de espiões feita pelo país do leste europeu e os EUA, em Viena, em 2010, explica a Reuters.

As duas pessoas eram um homem na casa dos 60 anos, agora identificado como o russo Sergei Skripal, e uma mulher com cerca de 30 anos, sem lesões visíveis, acrescenta a polícia.

Entretanto, foi noticiado que uma segunda vítima, que será a filha de Sergei Skripal, de 33 anos, também foi encontrada inconsciente, com sintomas de exposição a uma substância desconhecida.

O Kremlin considerou “trágico” o “incidente” com o ex-espião russo, mas garantiu que nada sabe sobre o caso. “Percebemos que sucedeu algo trágico, mas não temos informações sobre qual poderá ser a causa, sobre o que fazia ou com o que o incidente poderá estar relacionado”, disse aos jornalistas o porta-voz do Governo russo, Dmitri Peskov, que manifestou a disponibilidade de Moscovo para colaborar nas investigações.

“Lamentavelmente, não podemos dizer mais nada sobre o caso, porque não temos informações nenhumas. Sabem muito bem como [Skripal] chegou ao Ocidente. Não vou repetir quais as causas” da ida para a Europa Ocidental, sublinhou Peskov, aludindo ao facto de o ex-agente russo também ter espiado para o Reino Unido, tendo, por isso, sido condenado por traição na Rússia.

As relações entre Rússia e Reino Unido não são as melhores desde a morte do ex-agente do KGB Alexander Litvinenko, em Londres, em 2006. A morte que um inquérito britânico concluiu que foi provavelmente aprovada por Vladimir Putin.

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