Feijoada

Fátima Bernardes na Florida

A jornalista e apresentadora de televisão Fátima Bernardes estará recebendo o Lifetime Achievement no Brazilian International Press Award no dia 12 de maio, durante a cerimônia de entrega do Press Award 2018. Fátima entrou na Rede Globo em 1987 como repórter, e depois ficou nacionalmente conhecida em 1989 apresentando o Jornal da Globo. Passou também pelo Fantástico, Jornal Hoje e Jornal Nacional, onde ficou de 1998 a 2011. A partir de 2012, começou a ter seu programa próprio durante as manhãs na Rede Globo, o “Encontro com Fátima Bernardes”, que celebra 6 anos no ar em 2018. Nascida e criada no Méier, subúrbio carioca, Fátima aos sete anos passou a frequentar aulas de balé, tornando-se bailarina profissional na adolescência e início da vida adulta. Durante toda sua vida acadêmica estudou no Colégio Pedro II. Optou por deixar o balé ao passar no vestibular, tendo cursado jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a fim de ser crítica de dança.

Em 1983 começou a trabalhar no jornal O Globo como repórter de um caderno regional. Em fevereiro de 1987 entrou para a Rede Globo de Televisão após ser aprovada em um concurso de telejornalismo da emissora. Meses depois passou também a apresentar o RJTV. Em maio de 1989 assumiu a apresentação do Jornal da Globo ao lado de Eliakim Araújo e em julho de 1989, passou a dividir a bancada com William Bonner. Em 1993, começou a apresentar a revista eletrônica Fantástico ao lado de Celso Freitas e Sandra Annenberg. Em 1 de abril de 1996 assumiu a apresentação e edição do Jornal Hoje, voltando ao Fantástico em 1997, formando dupla com Pedro Bial.

Em março de 1998, tornou-se âncora do Jornal Nacional, o principal telejornal da emissora ao lado de William Bonner, cargo que ocupou até 5 de dezembro de 2011. Como jornalista, fez a cobertura especial da Rede Globo para a Copa do Mundo de Futebol, quatro no total. Fátima Bernardes também é recordista do prêmio Melhores do Ano, organizado pelo programa Domingão do Faustão, garantindo cinco estatuetas no decorrer dos anos de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2011.

No dia 1 de dezembro de 2011, a Rede Globo anunciou em uma coletiva de imprensa mudanças na apresentação do Jornal Nacional. Após quase 14 anos, Fátima Bernardes deixou a bancada do telejornal em 5 de dezembro de 2011 para assumir um programa próprio. Quem entrou no Jornal Nacional para dividir a apresentação com William Bonner foi Patrícia Poeta que estava há cinco anos no Fantástico. Hoje, como apresentadora do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, a jornalista garante que está vivendo uma das melhores experiências profissionais de sua carreira jornalística. Confira a entrevista de Fátima Bernardes para a revista Linha Aberta, onde ela compartilha os principais momentos de sua vida profissional e a emoção de ter seu trabalho reconhecido internacionalmente com o Lifetime Achievement do Brazilian International Press Award.

LINHA ABERTA: Durante anos o Brasil conheceu a Fátima Bernardes do telejornalismo e em 2012 você começou uma nova fase na sua carreira profissional com o Encontro com Fátima Bernardes. Fale sobre esta experiência.

FÁTIMA BERNARDES: Eu acho que são momentos diferentes. O Jornal Nacional foi o ápice de uma carreira construída no jornalismo, do meu trabalho como repórter, editora e apresentadora de vários telejornais. E o Encontro é pós isso. Eu acho que fechei um ciclo com a chegada ao posto mais cobiçado do telejornalismo brasileiro, onde eu fiquei por 14 anos, e depois comecei um outro. Para mim, é muito importante eu sentir que estou em evolução, que estou aprendendo alguma coisa. A gente sempre precisa estar aprendendo. Se eu tivesse continuado no jornal eu também estaria buscando outras coisas. Mas acho que essa virada para mim foi muito importante, para me encher de uma energia muito nova, como se eu tivesse começando uma outra carreira.

LINHA ABERTA: Na sua trajetória como jornalista, qual foi o momento mais importante de sua carreira profissional?

FÁTIMA BERNARDES: Foram dois momentos. Internacionalmente, foi a cobertura da Copa de 2002, por vários motivos. Foi a primeira Copa que eu fiz depois de me tornar mãe, então tive que deixar três crianças de quatro anos em casa e tinha toda uma complicação por isso. Tive um prazer enorme por ter dado muito certo, por ter tido a chance de acompanhar a Copa em dois países e cobrir o Pentacampeonato. Eu já tinha feito a cobertura do Tetra, mas o Penta foi muito mais emblemático para mim. E nacionalmente, foi o fato de eu ter participado de entrevistas ao vivo com os candidatos à presidência durante as Eleições, tanto em 2002, 2006 quanto em 2010. É um desafio enorme você fazer isso ao vivo, distribuindo o mesmo tempo para cada entrevistado, então certamente foi o meu trabalho mais difícil.

LINHA ABERTA: Em sua carreira profissional você já recebeu vários prêmios como jornalista, mas este é o seu primeiro reconhecimento internacional. Qual foi sua reação ao saber que estará recebendo o Lifetime Achievement Award, durante o Brazilian International Press Award, que acontece em maio, na Florida?

FÁTIMA BERNARDES: Eu fiquei muito feliz com a notícia por que eu sei da importância dessa conexão com quem mora fora, com quem migra. Muitas vezes essa é uma forma com que as pessoas mantêm contato com o que é produzido no Brasil. E o papel do canal internacional é muito grande nesse sentido. Quando eu estive no Japão, por exemplo, eu vi o quanto era importante para aquelas pessoas continuarem acompanhando a nossa programação. Fico muito feliz de ter sido indicada pelo conjunto do meu trabalho e também por ter visto as pessoas que já ganharam esse prêmio antes de mim.

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