China Proíbe Venda de Bíblias por não Seguir os “Valores do Socialismo”

O governo chinês proibiu a venda de Bíblias em livrarias online em todo o país para cumprir com novas normas que exigem um controle de literatura que não esteja de acordo com os “valores centrais do socialismo”. Apesar do nome pomposo, trata-se de uma nova tentativa do governo comunista em censurar o direito dos cristãos de praticarem sua fé.

As “políticas e práticas” estabelecem que as comunidades religiosas chinesas “devem seguir a direção do partido [comunista] sobre religião, praticar os valores centrais do socialismo, desenvolver e expandir a tradição chinesa e explorar ativamente o pensamento religioso que está de acordo com a situação da China”.

O documento também afirma que nos próximos cinco anos haverá um esforço para reconstruir o cristianismo chinês e a teologia chinesa para “conscientemente desenvolver talentos de especialistas que possam estabelecer uma base sólida para retraduzir e reinterpretar a Bíblia e escrever livros de referência”

A decisão, na prática, volta a limitar a leitura das Escrituras somente dentro das igrejas. A decisão deixou a comunidade cristã chinesa “confusa e indignada”. Warren Wang, um líder cristão chinês que fugiu do país por causa da perseguição em 2012, disse que eles já esperavam que essa medida seria adotada. “Não estou tão surpreso que eles estão tirando a Bíblia das prateleiras agora”, afirmou. “Isso é muito parecido com algo que a China fazia no passado. O Partido Comunista ensina o ateísmo e desde que Xi Jinping conseguiu consolidar seu poder, isso era esperado”, reiterou, referindo-se ao presidente chinês.

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